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sábado, 14 de julho de 2018



Aprendizagem e ludicidade

O processo educacional hoje necessita de um entrelaçamento das atividades lúdicas com as atividades formais para que o processo de ensinar e aprender se estabeleça de forma prazerosa.

A ludicidade favorece uma aprendizagem significativa, onde o educador pode encontrar uma forma de aproximar a teoria da prática, proporcionando aos alunos caminhos onde as dificuldades são possíveis de serem superadas, com atividades que desenvolvam suas potencialidades. Nas palavras de Santos (1999, p.115):

O brincar está cada vez mais utilizado na educação construindo-se numa peça importantíssima nos domínios da inteligência, na evolução do pensamento e de todas as funções superiores, transformando-se num meio viável para a construção do conhecimento. (SANTOS, 1999, p.115).

Quando trabalhamos em sala de aula com atividades lúdicas, estamos proporcionando aos alunos uma forma de estabelecer relações sociais e enfrentar situações de frustação com desafios lógicos e pedagógicos. Portanto, neste interim, o professor é o mediador do processo, tendo um papel de pensar no coletivo, articulando ações lúdicas que ressignificam as aprendizagens e os papeis de cada sujeito na educação.


REFERÊNCIAS:

SANTOS, Marli Pires dos. Brinquedo e Infância. Petrópolis: Vozes, 1999.


sábado, 7 de julho de 2018



REFLEXÕES E APRENDIZAGENS

Refletir sobre os processos de aprendizagem é nosso papel enquanto profissional de educação. Mas sobre as nossas aprendizagens, nossa evolução enquanto profissional? Concluindo mais um semestre, na realização do Workshop de avaliação podemos reavaliar nossos passos no decorrer de mais um caminho repleto de descobertas e conhecimento.  A partir da troca de experiências e leituras das interdisciplinas foi possível construir a segurança necessária para organizar aulas estruturadas de acordo com a real necessidade de meus alunos. Referente a formação profissional e reflexiva dos professores, Mendes (2005, p.38-39) diz:

Para desempenhar bem a tarefa complexa de ser professor e de ensinar, é necessário preparo científico (acadêmico e pedagógico) técnico, humano, político–social e ético, suporte do compromisso de intelectual pesquisador, envolvido com as causas democráticas que estimulam a responsabilidade com a formação do homem–cidadão–profissional. (MENDES, 2005, p.38-39)

Considero que a informação e o apoio de bons autores sejam aliados na compreensão das dificuldades de adaptação que possamos vir a enfrentar em nossa sala de aula. Muitas vezes, planejei minhas aulas e tive que modificá-las no andamento das mesmas. A sala de aula é um desafio diário, precisamos estar preparados para as necessidades da turma naquele momento em que estamos ali, sem adiarmos as respostas que os alunos precisam.

Aprendizagem é curiosidade. Construí neste semestre novas formas de aprender que, com certeza, perpassam pelas inovações tecnológicas. Essas inovações se encaixam neste momento de aprendizagem criativa, que me dediquei a desenvolver com meus alunos, neste semestre, onde foi possível articular os conteúdos curriculares, as diferentes mídias disponíveis e a aprendizagem dos alunos.

Assim, a qualificação profissional precisa fazer parte da rotina do professor, pois é nela que ele encontrará a atualização necessária para a busca de maior integração com seu aluno, e de forma reflexiva encontrar a melhor forma de provocar no aluno a vontade de sempre aprender mais e valorizar a sua cultura.

REFERÊNCIAS:

MENDES, Bárbara Maria Macedo. Formação de professores reflexivos: limites e desafios. Disponível em: < http://leg.ufpi.br/subsiteFiles/ppged/arquivos/files/Revista/N%2013/artigo3.pdf > Acesso em: 06 jul. 2018.

http://eliete-fialho.blogspot.com/2012/02/disciplina-filosofia-da-educacao_957.html (Imagem).

sexta-feira, 29 de junho de 2018



PEDAGOGIA RELACIONAL

A pedagogia relacional dá oportunidade ao aluno de construir seu conhecimento através da interação e da problematização, a partir de um processo significativo de aprendizagem. Nesta pedagogia, o aluno é o protagonista de sua aprendizagem e o professor o conduz por este caminho, fazendo as perguntas certas para que o mesmo reflita e elabore suas hipóteses e investigações. Nas palavras de Becker(1994):

O professor não acredita no ensino em seu sentido convencional ou tradicional, pois não acredita que um conhecimento(conteúdo) e uma condição prévia de conhecimento(estrutura) possa transitar, por força do ensino, da cabeça do professor para a cabeça do aluno. Não acredita na tese de que a mente do aluno é tabula rasa, isto é, que o aluno, frente a um conhecimento novo, seja totalmente ignorante e tenha que aprender tudo da estaca zero, não importa o estágio de desenvolvimento em que se encontre. (BECKER, 1994).

É importante destacar, então, o quanto é necessário valorizar as experiências prévias de nossos alunos. Suas vivências, serão os primeiros passos para que o processo de aprendizagem se consolide.

Esta proposta pedagógica, então, requer um equilíbrio nas atuações. O aluno não se sujeita mais a ser mero ouvinte pois as atividades propostas precisam de seu envolvimento e do seu interesse para serem conduzidas. Desta forma, trabalhar em sala de aula com uma proposta de aprendizagem continua, participativa e que dinamiza o processo do aprender é a direção para que nossos alunos construam o mundo que querem, não reproduzindo cópias e aceitando orientações ultrapassadas e ineficazes.

Assim, aprender é descobrir o novo, inovar em suas buscas de respostas e construir um futuro onde a vontade de conhecer é permanente.


REFERÊNCIAS:

 BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.89-96, 01 jun. 1994. Semestral. 19(1). Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/260250772/BECKER-Fernando-Modelos-pedagogicos-e-modelos-epistemologicos-2-pdf>. Acesso em: 10 abr. 2018.



sábado, 23 de junho de 2018


O QUE É AVALIAR?

A avaliação faz parte do processo educativo, pois é, indiscutivelmente, uma preocupação constante para educandos e educadores onde, muitas vezes, se torna um instrumento de poder e exclusão na rotina escolar. Neste sentido, uma nova visão precisa ser dada à avaliação.

Para que seja significativo o processo de avaliação, é importante que se fuja dos rótulos que consideram os momentos de avaliação como os mais importantes do processo de aprendizagem. Nesta visão reducionista, o professor torna sua avaliação classificatória, pois dá destaque ao desempenho cognitivo do aluno conforme os resultados de provas ou testes. Desta forma, o processo avaliativo não é contínuo, não é diagnóstico, pois se restringe a momentos pré-determinados pelo professor. Segundo Luckesi (1990, p.52):

“A avaliação não pode ser utilizada só em função classificatória, mas como instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno, tendo em vista tomar decisões suficientes e satisfatórias para que ele possa avançar no seu processo de aprendizagem.” (LUCKESI,1990, p.52)

Se considerarmos a avaliação um processo de diagnóstico, não é necessário abandonar instrumentos de verificação de aprendizagem, pois ele são indicadores do processo de aprendizagem e da própria atuação do professor. No entanto, é preciso cuidar para que provas e testes não sejam meros instrumentos quantificáveis usados como moeda de troca ou de pressão para obter resultados com os alunos.

Assim, quando o professor acredita em uma avaliação mediadora, ele se distancia da visão unilateral de que a avaliação é apenas para constatar e corrigir e não refletir e formar. Então, o professor amplia seus conhecimentos sobre o aluno, trabalha as dificuldades e reflete sobre sua prática. Também, de forma ética, toma consciência do seu papel no processo de desenvolvimento de seus alunos, assumindo seu papel de mediador na formação do educando.

REFERÊNCIAS:

LUCKESI, C. C. Prática escolar do erro como fonte de castigo ao erro como fonte de virtude. São Paulo: Cortez, 1990.


sábado, 16 de junho de 2018

TEMA GERADOR

Falar em tema gerador é falar em construção coletiva, participação e troca de saberes. Mas como é trabalhar com temas geradores? O trabalho em sala de aula precisa se basear no respeito a cultura do educando, seus conhecimentos prévios e sua história de vida. Paulo Freire foi o precursor no ensino dos temas geradores, que aplicou a sua pedagogia na Educação para Jovens e adultos, onde sua metodologia de trabalho de baseava em uma aprendizagem integral e crítica. Sobre a busca de temática significativa nos temas geradores, se destaca na fala de Paulo Freire (1993, p.87):

Essa investigação implica, necessariamente, uma metodologia que não pode contradizer a dialogicidade da educação libertadora. Daí que seja igualmente dialógica. Daí que, conscientizadora também, proporcione ao mesmo tempo a apreensão dos ‘temas geradores’ e a tomada de consciência dos indivíduos em torno dos mesmos” (FREIRE, 1993, p. 87).

Os conteúdos são as bases para os temas geradores, de onde advém assuntos que geram dúvidas, debates e investigação onde novos conhecimentos são construídos dando mais significado à aprendizagem. Abordar temas relevantes para os alunos, não só os auxilia no desenvolvimento de novos saberes, mas também os prepara para ler o mundo o que os torna pessoas com uma visão crítica e dialógica sobre a realidade.

Os temas geradores tem etapas a serem seguidas. A primeira é a investigação. O professor fará o levantamento junto a sua turma dos temas relevantes a serem trabalhados, de forma que possibilitem o desenvolvimento da formação crítica e significativa dos alunos. A tematização é o segundo passo, onde o tema será debatido, pesquisado e decodificado pelos alunos. Para concluir o trabalho, o caráter problematizador é o caminho. Os alunos, nesta etapa, encontrarão relações entre a teoria e a prática, percebendo o quanto é importante que se estude um assunto para poder compreendê-lo.

Desta forma, o tema gerador terá sua função cumprida, levando os alunos pelos caminhos da reflexão crítica, da interação com o meio e sua contextualização pois através da compreensão do seu cotidiano, ressignificar a sua aprendizagem se torna um caminho natural e formativo.

REFERÊNCIAS:

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1993.

GADOTTI, M. Convite à leitura de Paulo Freire. 2. ed. São Paulo: Scipione, 1991.


sábado, 9 de junho de 2018



Na educação, podemos seguir vários caminhos para entender como nossos alunos aprendem. Por isso é importante que sejamos conhecedores dos teóricos que estudaram a psicogênese do indivíduo, como Henri Wallon. Nas palavras de Galvão (1995, p.12):

A fecundidade das contribuições da psicologia genética de Wallon para a educação deve-se à perspectiva global pela qual enfoca o desenvolvimento infantil, mas também a atitude teórica que adota. [...] Contrário a qualquer simplificação, enfrenta a complexidade do real, procurando compreendê-la e explicá-la por uma perspectiva dinâmica, multifacetada e extremamente original. (GALVÃO, 1995, p.12)

Nos estudos de Wallon encontramos uma proposta de acompanhar o desenvolvimento intelectual do indivíduo dentro de uma cultura mais humanizada, colocando todos os elementos deste desenvolvimento no mesmo plano. Sendo assim, na teoria da psicogênese walloniana, a pessoa é vista em sua totalidade enquanto ser biológico afetivo, social e intelectual, sendo sempre parte integrante do meio em que está inserida, compondo processos de socialização.

Nesta proposta dialética, o desenvolvimento da criança acontece em sintonia com o meio, aumentando possibilidades de aprendizagens contrapondo-se às verdades absolutas que caracterizam a pedagogia tradicional.

Trazendo esta interpretação para a escola, na concepção de Wallon para o desenvolvimento da criança integrada, faz-se necessário que o processo de aprendizagem seja dialético. Desta forma, os professores oportunizarão as  condições de aprendizagem que estimulem seus alunos e que abram canais de comunicação entre eles. Com reformulações constantes, o desenvolvimento vai evoluindo nas interações da criança com seu meio, de forma contextualizada a partir das suas emoções que circulam pela escola.

REFERÊNCIAS:

GALVÃO, Izabel. Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.


sexta-feira, 1 de junho de 2018




A sala de aula é lugar de projetos?

Aprendizagem é curiosidade, construir com os alunos novas formas de aprender que, com certeza, perpassam também pelos projetos de aprendizagem. Os projetos de aprendizagem se encaixam neste momento de aprendizagem criativa, desde que tornem possível articular os conteúdos curriculares, as diferentes mídias disponíveis e a aprendizagem dos alunos.

Para proporcionar aos alunos as mediações necessárias no decorrer do trabalho com projetos, é necessário que o professor tenha bem claro a intencionalidade pedagógica para saber conduzir o aluno de forma prazerosa no seu processo de aprendizagem. O professor é que irá criar situações para que o aluno busque o conhecimento, incentivando-o em suas descobertas, no estabelecimento de relações e na reconstrução do conhecimento.

Para que possamos desenvolver um projeto de aprendizagem promissor, que dará frutos e proporcionará ao aluno um autoconhecimento, precisamos conhecer o mesmo e sua realidade para tornar nossa proposta possível. Nas palavras de Vasconcellos (1999, p.107):

O conhecimento da realidade do aluno é essencial para subsidiar o processo de planejamento numa perspectiva dialética. Devemos ter em conta o aluno real, de carne e osso que efetivamente está em sala de aula, que é um ser que tem suas necessidades, interesses, nível de desenvolvimento(psicomotor, sócio afetivo e cognitivo), quadro de significações, experiências anteriores (histórias pessoais) sendo bem distinto daquele aluno ideal, dos manuais pedagógicos (marcados pelos valores de classe) ou do sonho de alguns professores. (VASCONCELLOS, 1999, p.107).

Desta forma, precisamos ter a capacidade de perceber em nosso aluno, suas reais necessidades de aprendizagem, para que os projetos de aprendizagem sejam o caminho mais curto para que ele desenvolva suas habilidades e sua criticidade.

Assim, trabalhar com projetos é trabalhar com integração, de conteúdos, de conhecimentos, de pessoas, de tecnologias, que garantam que o aluno desenvolva sua autonomia e sua autoria, sendo capaz de organizar suas próprias ideias e socializá-las com o grupo.


REFERÊNCIAS:

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: Projeto de Ensino e Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico – elementos metodológicos para elaboração e realização. 5ª ed. São Paulo: Libertad, 1999.


sábado, 26 de maio de 2018



Podemos relacionar a aprendizagem com a brincadeira?

Brincar é aprender. O ser humano é fundado no brincar, o que não é diferente na escola. Envolve movimentos dos alunos como interação, criatividade, simbolismo, emoção e imaginação. O professor, para fazer com que o aluno desenvolva suas potencialidades, também precisa conhecer o brincar, suas formas de comunicação, linguagem e expressão de conteúdos.

O brincar na sala de aula precisa ter seu lugar de honra, deixar de ser esquecido ou usado nos momentos em que os alunos estão ociosos. Já, a brincadeira espontânea, não pode ser vista como falta de interesse na aula, ou desafio. Quando brincam, os alunos constroem regras para que a brincadeira dê certo, desenvolvem a capacidade de se colocar no lugar do outro, justificando alguns erros que podem ter acontecido, compondo a relação com limites quando determinam espaços, regras e a forma de brincar. Ao mesmo tempo, desenvolvem a linguagem conversando entre si e trocando experiências, organizando no grupo uma ordem social. Conforme o Referencial Curricular para a Educação Infantil (Brasil, 1998, p. 23):

Brincar constitui-se, dessa forma, em uma atividade interna das crianças, baseada no desenvolvimento da imaginação e na interpretação da realidade, sem ser ilusão ou mentira. Também tornam-se autoras de seus papéis, escolhendo, elaborando e colocando em práticas suas fantasias e conhecimentos, sem a intervenção direta do adulto, podendo pensar e solucionar problemas de forma livre das pressões situacionais da realidade imediata (BRASIL, 1998, p.23).


O professor no momento da brincadeira, deve ser o mediador, motivando a criança na atividade lúdica, estimulando a participação dos alunos, podendo dirigir a brincadeira em alguns momentos, mas também oportunizar aos alunos a livre escolha para que expressem sua criatividade.

Quando a criança brinca, ela também desenvolve o simbolismo, criando situações imaginárias ou reproduzindo situações observadas do mundo dos adultos, muitas vezes, agindo corretamente ao manipular objetos, repetindo comportamentos adultos. Assim, o brincar é uma ação que transcende o lúdico, é um ato de socialização, de educação e de construção de vida.



REFERÊNCIAS:

BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Referencial curricular nacional para a educação infantil: formação pessoal e social. Brasília: MEC/SEF, v.01 e 02.1998. 



sexta-feira, 18 de maio de 2018




O processo de ensino e aprendizagem é construído a partir de um planejamento, sendo que o plano de aula é um instrumento importante neste processo. No plano, o professor tem condições de organizar os objetivos e as estratégias para obter sucesso, o que o torna imprescindível na tarefa docente. Nas palavras de Schmitz (2000, p.101):

“Qualquer atividade, para ter sucesso, necessita ser planejada. O planejamento é uma espécie de garantia dos resultados. E sendo a educação, especialmente a educação escolar, uma atividade sistemática, uma organização da situação de aprendizagem, ela necessita evidentemente de planejamento muito sério. Não se pode improvisar a educação, seja ela qual for o seu nível.” (SCHMITZ, 2000, p.101)

Precisamos considerar, enquanto professores, o plano de aula como um ato político-social, pois a autonomia dos alunos deve ser a linha norteadora do planejamento do professor. O aluno, a partir da mediação do professor, precisa ser capaz de resolver problemas, tomar decisões e estar apto a escolher qual melhor caminho a seguir.

Tanto a escola, quanto o professor, tem um papel fundamental na formação humana de seus alunos. Por isso, é tão importante que ministremos aulas com competência, baseando-as em um planejamento estruturado e de acordo com a realidade da nossa sala de aula, bem como da comunidade onde a escola está inserida.

Desta forma, o plano de aula precisa ser o aliado do professor, sinalizando o seu trabalho de forma positiva, sem amarras, dando condições a ele de analisar o desenvolvimento dos seus objetivos, incluindo a avaliação de suas ações e os resultados obtidos com seus alunos.

Portanto, Planos de Aula  devem partir das necessidades da aprendizagem,  onde sua estrutura contemple o desenvolvimento das habilidades nos alunos, dando significado e valorizando o próprio conhecimento, além da participação em sociedade.

REFERÊNCIAS:

SCHMITZ, Egídio. Fundamentos da Didática. 7ª Ed. São Leopoldo, RS: Editora Unisinos, 2000. (p. 101 a 110).


sábado, 12 de maio de 2018

Oralidade e ludicidade

O lúdico precisa fazer parte do desenvolvimento de todas as crianças. Na escola, principalmente na educação infantil, ele deve estar presente para auxiliar no desenvolvimento da aprendizagem. O brincar na escola não é passatempo, tem sua função educacional quando o professor tem como objetivo agregar valores e intenções para que a brincadeira tenha sentido pedagógico.

A escola é um espaço de convivência e troca, então proporcionar ao aluno o brincar promove a interação e construção do conhecimento de forma alegre e natural. Quando falamos em desenvolver a oralidade na educação infantil e nos anos iniciais, o professor encontra no lúdico, uma forma de desenvolver na criança, um primeiro contato com um vocabulário mais complexo. No entanto, é sempre importante destacar a importância de respeitar o tempo do aluno que, através da mediação e estímulos, irá se desenvolver. Nas palavras de Marcondes (2000, p.38):

A linguagem deve ser vista, como o modo por excelência de agirmos no mundo, isto é de interagirmos socialmente. Ela é constitutiva, tanto da realidade, quanto de nossa compreensão dos contextos sociais que participamos. (MARCONDES, 2000, p.38).

As vivências, então, são importantes, pois a criança reproduz aquilo que vivencia e conhece. Oportunizar à criança  brincadeiras com músicas, trava línguas, entre outros, constitui uma ferramenta de desenvolvimento lúdico que  leva a criança a momentos onde a fantasia e a imaginação favorecerão a compreensão do seu mundo e de sua realidade.

A partir do domínio da linguagem, a criança começa a assimilar e reproduzir suas experiências, desenvolvendo habilidades e modos de comportamento, que serão construídos no grupo. Portanto, oferecer à criança a oportunidade de interagir e explorar o mundo em vários contextos educacionais dará a ela possibilidades de ter, no desenvolvimento da linguagem, um processo prazeroso com inserção social natural e cheio de possibilidades.

REFERÊNCIAS:

MARCONDES, Danilo. Filosofia, Linguagem e Comunicação. 3ª edição. São Paulo Cortez, 2000.


sábado, 5 de maio de 2018





INOVAÇÃO PEDAGÓGICA

A necessidade de repensar nossas práticas diante das demandas que administramos hoje em nossas salas de aula nos faz refletir sobre novos caminhos. A inovação pedagógica é um deles, pois é um processo que pode ressignificar as políticas e práticas tradicionais na educação, onde professor e aluno podem interagir num contexto histórico e social, construindo novas formas de pensar a partir da ação sobre o ambiente ou meio social. Nas palavras de Rojo (2012, p.27):

Vivemos em um mundo em que se espera (empregadores, professores, cidadãos, dirigentes) que as pessoas saibam guiar suas próprias aprendizagens na direção do possível, do necessário e do desejável, que tenham autonomia e saibam buscar como e o que aprender, que tenham flexibilidade e consigam  colaborar com urbanidade. (ROJO, 2012, p.27)

A inovação é desafio, reflexão e pesquisa. O professor precisa estar sempre aberto a novas experiências, visto que nossa profissão nunca é estática. Precisamos sempre estar em processo de construção e pesquisa de práticas alternativas para que possamos atender a diversidade de nossa sala de aula.

Com a prática de pesquisa, o professor se instrumentaliza de competências para refletir sobre a realidade e/ou cultura aproveitando as ferramentas atuais que possibilitam que ele rompa paradigmas e não apenas acrescente novidades.

Portanto, mudanças qualitativas são necessárias para que possamos superar as amarras da pedagogia tradicional, buscando um novo caminho para a construção do conhecimento dos nossos alunos. É necessária, então, uma reflexão sobre nossa prática, revendo nossas necessidades e inquietações. Precisamos buscar transformar o processo de aprender e ensinar em algo prazeroso, com propostas pedagógicas inovadoras que estruturem de forma significativa o cotidiano da sala de aula.


REFERÊNCIAS:

ROJO, Roxane. Pedagogia dos multiletramentos: diversidade cultural e de linguagens na escola. In: ROJO, R.; MOURA, E. (orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2012.

sábado, 28 de abril de 2018




PIAGET E A AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM

A aquisição da linguagem é evidenciada em várias teorias e, entre elas, é importante destacarmos as concepções teóricas de Piaget. Sabemos que a construção de conhecimento se dá através de um processo cognitivo de aprendizagem bem como a aquisição da linguagem. Desta forma, a teoria piagetiana sugere que o desenvolvimento da inteligência está interligado com o desenvolvimento da linguagem. É preciso salientar, também, que a criança constitui sua inteligência a partir de sua interação com o mundo, com esquemas mentais que proporcionem a centrar-se na realidade. Segundo Fiorin (2008, p.22) em sua fala sobre os estudos de Piaget:

Para ele, a criança constrói o conhecimento com base na experiência com o mundo físico, isto é, a fonte do conhecimento está na ação sobre o ambiente. (...) está interação é entre a criança e o mundo. (...). Seu interesse não é pela linguagem per se, mas a linguagem como porta para a cognição. (FIORIN, 2008,P.222)

Analisando o pensamento, Piaget destaca que ele aparece antes da linguagem por ela ser apenas uma das suas formas de expressão. Desta maneira, a aquisição da linguagem está subordinada aos processos cognitivos da aprendizagem, onde possibilita que a criança invoque um fato ou objeto ausente na comunicação de conceitos.

A linguagem aparece no indivíduo a partir de um estágio do desenvolvimento cognitivo e o pensamento sofre a ação de fatores exógenos (interação social, pressão social, entre outros) sobre os processos endógenos. A teoria piagetiana sugere que o desenvolvimento da inteligência está interligado com o desenvolvimento da linguagem.

Considerando que Piaget, ao longo de seus estudos, renovou sua obra formulando uma teoria mais complexa, nos faz perceber que suas teorias podem ser vistas como formas de explicar e superar os reducionismos sociais, pois pela concepção atual, nem fatores inatos nem fatores adquiridos parecem determinar, por si só, tanto a aquisição da linguagem quanto a construção do conhecimento.


REFERÊNCIAS:

FIORIN, José Luiz. (org.). Introdução Linguística: I. Objetos Teóricos. 5ª ed., 2ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2008.

http://www.argomedo.cl/uncategorized/informacion-de-interes-para-nuestros-apoderados/(imagem)



sábado, 21 de abril de 2018



QUAL A INTENCIONALIDADE DA TECNOLOGIA
NA SALA DE AULA?

Refletir sobre a evolução da tecnologia na educação nos leva a pensar sobre a forma que aprendemos ao longo da vida, e de como percebemos que todos os materiais, que mesmo agora são considerados “antigos” e muitas vezes obsoletos, serviram para construir conceitos em nossas aprendizagens, tanto que até hoje alguns nos apoiam em nossas práticas.

A tecnologia veio para contribuir e facilitar as ações pedagógicas, pois se utiliza de múltiplas linguagens, transitando entre o concreto e o abstrato para ampliar a comunicação. Materiais tradicionais, como quadro e giz, têm o seu valor, desde que não se transformem no foco da aprendizagem.

Com o acesso à internet, um campo inesgotável de possibilidades foi aberto para o professor e, consequentemente para o aluno. Além de facilitar o planejamento das aulas, permitiu ao professor contextualizar os conteúdos ao utilizar diversificadas ferramentas pedagógicas. Nas palavras de Moran (2000, p.61):

[...] na sociedade da informação, todos estamos reaprendendo  conhecer, a comunicar-se, a ensinar; reaprendendo a integrar o humano e o tecnológico, a integrar o individual, o grupal  e o social. É importante conectar sempre o ensino com a vida do aluno. Chegar ao aluno por todos os caminhos possíveis: pela experiência, pela imagem, pelo som, pela representação (dramatização, simulações), pela multimídia, pela interação on-line e off-line. (MORAN, 2000, p.61).

É importante destacar que somente recursos tecnológicos não garantem a aprendizagem, visto que seu uso deve estar qualificado por uma intencionalidade, isto é, orientado por propósito de oportunizar a construção de um conhecimento. Ao mesmo tempo, a falta ou a restrição de acesso às tecnologias nas escolas é uma das razões pelas quais nossos alunos são privados de enriquecer seus conhecimentos e de usufruir de novas formas de comunicação social.

Porém, no contexto educacional atual, estamos conscientes da necessidade do uso de tecnologias de informação na escola. No entanto, nosso maior desafio é aplicar estas ferramentas no cotidiano das nossas aulas de forma prática e produtiva, pois não basta ensinar o aluno a usar um recurso, precisamos, também, fomentar uma reflexão significativa para que ele se aproprie deste conhecimento e posicione-se perante a vida.  É certo que enfrentamos dificuldades sociais e econômicas nas escolas pela falta de recursos, mas é aí que entra a imaginação e a vontade do professor em proporcionar aos alunos o acesso consciente ao mundo virtual.

REFERÊNCIAS:

MORAN, José Manuel. A integração das tecnologias na educação. 2000. Disponível em:<http://www.eca.usp.br/prof/moran/site/textos/tecnologias_educacao/integracao.pdf>.


sábado, 14 de abril de 2018



A obra de Comenius nos leva a uma realidade em que Teologia e Pedagogia se mesclam onde, em alguns momentos, fica difícil separar o que se refere a uma ou a outra. Didática Magna foi publicada pela primeira vez em 1657, e ao ler trechos de sua obra é possível uma identificação imediata com suas ideias, nas palavras de Nicolay (2011, p.5):

A Didática Magna é o esforço de um pedagogo em conciliar ciência e fé, em aproximar teologia e empirismo, em artificializar o mundo natural e desartificializar o mundo científico, em povoar a literatura infantil-pedagógica de imagens da natureza com mensagens bíblicas, em prometer a salvação humana através do conhecimento, ou melhor, em tornar o homem uma humanidade possível dentro das humanidades pela descoberta de um Eu interior. (NICOLAY, 2011, p. 5).

É possível perceber que Comenius esteve a par de todas as evoluções científicas de seu tempo ao ler sua obra, como a primeira obra pedagógica ilustrada. Acredito que este material didático era usado com o intuito de trazer a realidade para mais perto do aluno, acreditando em sua capacidade de observar, dando subsídios a ele de explorar o mundo a partir de suas descobertas.

Será que hoje se encontra no nosso cotidiano escolar elementos da pedagogia de Comenius?  A didática do autor com certeza tem elementos que estão presentes no trabalho que desenvolvemos em sala de aula. O autor destaca, por exemplo, que é preciso respeitar a capacidade de compreensão do aluno. Para isso outros instrumentos precisam ser inseridos neste processo onde o trabalho pedagógico tenha um enfoque comprometido com a produção do conhecimento, pois a construção da aprendizagem precisa sair das representações convencionais, já que ela não acontece da mesma forma com todos os alunos.

A motivação, outro fator presente na pedagogia do autor precisa fazer parte do nosso cotidiano. Motivar o aluno, estimular sua curiosidade, dando a ele oportunidade para desenvolver sua autonomia é fundamental para que ele aprenda realmente e de forma significativa.

A participação dos alunos, com troca de experiências e momentos de descontração que enriquecem nossa prática, pois nos dão a oportunidade de observar nossos alunos e conhecê-los melhor. É preciso ver e ouvir os alunos, e a partir daí montar estratégias que explorem suas experiências, enriquecendo assim nossa prática, ponto importante destacado na pedagogia de Comenius.

Portanto, é possível sim adaptar esta obra a nosso cotidiano escolar, usando-a  como alicerce na minha profissão, construir com nossos alunos um bom relacionamento, baseado no respeito e no afeto, possibilitando que sejam construídas relações pedagógicas transformadoras.


REFERÊNCIAS:

NICOLAY, D. A. A noção de infância na Didática Magna de Comenius. São Leopoldo: Educação Unisinos, Janeiro/abril 2011. Disponível em: <http://revistas.unisinos.br/index.php/educacao/article/viewFile/187/178>. Acesso em: 14 abr. 2018


sábado, 7 de abril de 2018



Por que, hoje, a tecnologia é tão essencial na educação? Talvez porque, nós, professores, precisamos estar envolvidos no universo de nossos alunos. A tecnologia é uma ferramenta que pode proporcionar esta aproximação, o que é inevitável que sejam incorporadas as nossas práticas em sala de aula.


Usar as Tecnologias de Informação e Comunicação é um grande desafio que se descortina em nossa frente. Para muitos professores é um universo totalmente inexplorado, para outros, é cheio de possibilidades e oportunidades de proporcionar ao aluno novas formas de aprender.

Muito desta falta de contato com as tecnologias tem como base a formação profissional do Professor. Nas palavras de Masetto (2004, p. 135):

Nos próprios cursos de ensino superior, o uso de tecnologia adequada ao processo de aprendizagem e variada para motivar o aluno não é tão comum, o que faz com que os novos professores do ensino fundamental e médio, ao ministrarem suas aulas, praticamente copiem o modo de fazê-lo e o próprio comportamento de alguns de seus professores de faculdade, dando aula expositiva e, às vezes, sugerindo algum trabalho em grupo com pouca ou nenhuma orientação.(MASSETTO, 2004,p.135).

Desta forma, a mediação pedagógica tecnológica do professor fica prejudicada, pois o fato de não ser capacitada na formação profissional, gera insegurança no dia a dia da sala de aula. Por muito tempo a visão da educação tradicional, com transmissão de conhecimento foi a metodologia usada em nossas escolas. Porém, esta visão mudou.  Hoje não podemos fazer de conta que as tecnologias não são uma nova e produtiva proposta de construção do conhecimento.

Portanto, as tecnologias estão presentes no cotidiano de todos, mas não precisam ser utilizadas de qualquer jeito, simplesmente pelo seu uso, mas sim de forma a realmente colaborar com a formação do conhecimento, favorecendo a comunicação e a interação entre professor e aluno.

REFERÊNCIAS:

MASETTO, Marcos, T. Mediação pedagógica e o uso da tecnologia. In: MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos, T.; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 8. ed. Campinas, SP: Papirus, 2004. p. 133-173.