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sábado, 23 de julho de 2016

Ambiente Educativo



A escola é um ambiente educativo, espaço de ensino, aprendizagem e vivência de valores. Proporcionar ao aluno um ambiente organizado, e  agradável. de respeito e valorização dos educandos e educadores é o primeiro passo para que ocorram práticas educativas que promovam a valorização da identidade e autonomia do educando. Conforme os Indicadores de Qualidade na Educação (2007):

No ambiente educativo, o respeito, a alegria, a amizade e a solidariedade, a disciplina, a negociação, o combate à discriminação e o exercício dos direitos e deveres são práticas que garantem a socialização e a convivência, desenvolvem e fortalecem a noção de cidadania e de igualdade entre todos.

Para que este ambiente educativo se efetive é preciso o envolvimento de toda a comunidade escolar neste propósito educativo. Cada aluno é uma individualidade,  com sua bagagem social e cultural que precisa ser administrada e adaptada no ambiente educacional proporcionado pela escola, que tem como sua base sólida seu  projeto pedagógico, que é a expressão  máxima de sua autonomia e identificação com o meio onde está inserida, carregada de aspectos culturais e sociais de sua comunidade.

Portanto, construir um ambiente educativo ideal não é uma receita pronta. Cada escola tem suas especificidades, sua forma de administrar e encontrar o melhor caminho,  que seja sempre democrático, respeitando a diversidade de talentos, necessidades e problemas presentes na sua comunidade escolar dando assim condições para que a educação de qualidade se estabeleça e construa significados na vida das pessoas que convivem neste ambiente educativo.

REFERÊNCIAS:

Indicadores de qualidade na educação/Ação Educativa, Unicef, Pnud, INEP, Seb/MEC (coordenadores)- São Paulo:Ação Educativa, 2007, 3ª edição ampliada.

sábado, 16 de julho de 2016


O erro e o acerto na avaliação

Construir novos enfoques e instrumentos para avaliação denotam múltiplos desafios. A avaliação vai além dos processos educativos, mas indiscutivelmente é uma preocupação constante para educandos e educadores, pois muitas vezes é um instrumento de poder e exclusão na rotina escolar. Neste sentido, uma nova visão precisa ser dada à avaliação. Estamos falando da visão que entende a aprendizagem participativa como o caminho mais curto na construção do conhecimento. Esta construção se dará com mais autonomia com o redimensionamento do “erro” no processo. O erro deve ser visto como o caminho para o acerto. Para que seja valorizado este processo é importante que se fuja dos rótulos e padrões avaliativos, oferecendo ao aluno condições de demonstrar as lacunas de sua aprendizagem através de uma avaliação de caráter diagnóstico e não punitivo,  considerando o certo e o errado como uma construção do aluno, verificando se são capazes de inter-relacionar a informação. Nas palavras de Puig (2014, p. 21):
 
Deve-se começar considerando o erro como algo normal em todo processo de aprendizagem e que se aprende a partir dele. Se não são cometidos erros é porque a atividade realizada era muito fácil, ou porque as respostas foram copiadas dos colegas ou do livro didático.[...] A avaliação é o motor da aprendizagem. Se ela não mudar nada muda.

A análise das atividades realizadas pelos alunos deve ser feita, não para valorizar o erro mas para que dúvidas sejam discutidas, questões revistas e ocorra uma reavaliação por parte do professor de seu instrumento de avaliação.

Assim, a valorização do erro e a exaltação do acerto como estratégia punitiva gera ansiedade nos alunos, muitas vezes transformando o clima da sala de aula, que deveria ser de alegria e contentamento, em um clima de angústia e vergonha, afastando a avaliação de seu objetivo principal, de ser participativa e promotora.

Portanto, o erro precisa ser visto como um acontecimento que se insere no processo do aprender e, como tal, deve ser apreciado como um promotor do conhecimento, um instrumento que demonstra para o professor aquilo que não foi aprendido. Através do erro, será possível identificar a origem das lacunas da aprendizagem deste educando, representando o primeiro passo para a sua superação.


REFERÊNCIAS:

PUIG, Neus Sanmartí. O motor da aprendizagem. Revista Pátio. Porto Alegre, Ano VI, nº 23, p. 18-21, 2014.


sábado, 9 de julho de 2016


Literatura Infantil:
 um universo de ideias

A literatura infantil é um mundo artístico que enriquece e amplia horizontes no universo de ideias do pequeno leitor. Neste contexto, o exercício da leitura não é passivo. A criança, ao ler, relaciona fatos e vivências, dando sentido às interpretações. Transita, então, no campo da expressão humana sobre a sociedade em que vive e se posiciona em seu meio social.

Aprender a ler e utilizar-se da literatura como veículo de informação e lazer promove a formação de um indivíduo mais capaz de argumentar, de interagir com o mundo que o rodeia e tornar-se agente de modificações na sociedade em que vive. (GREGORIN FILHO, 2009, p. 51)


Assim, cada vez mais a produção literária para as crianças vem buscando superar a necessidade de ser usada apenas como recurso pedagógico. Também pode funcionar como lúdico e como libertador, pois a criança pode reelaborar seus sentimentos e emoções, como no caso dos “Contos de Fadas” ou refletir sobre suas ações, como no caso das fábulas.
Claro que toda leitura necessita de envolvimento. Desta forma, é preciso que as ofertas sejam diversificadas e adequadas para as concepções atuais de educação. Portanto, os educadores devem estar atentos para aproveitar obras motivadoras e voltadas para o desenvolvimento da imaginação da criança, proporcionando a formação de indivíduos mais adaptados a viver em sociedade.


REFERÊNCIAS:

GREGORIN FILHO, José Nicolau. Literatura infantil: múltiplas linguagens na formação de leitores. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2009, p. 51.

sábado, 2 de julho de 2016

JOGOS E APRENDIZAGEM

O jogo é um recurso que estimula várias inteligências, oferecendo ao aluno a oportunidade de participar efetivamente das atividades propostas, que passam a ser realizadas de forma significativa. O jogo também proporciona ao professor a oportunidade de trabalhar valores éticos e morais quando desenvolve com o grupo o respeito às regras, ao outro e à noção de coletividade, onde dependemos do grupo para avançar.

A construção da aprendizagem precisa sair das representações convencionais.  Outros instrumentos precisam ser inseridos neste processo para que o trabalho pedagógico tenha um enfoque mais criativo e inovador. O jogo contempla estas características a partir do momento que criar situações onde o aluno desenvolva suas habilidades sociais e cognitivas. Nas palavras de Boruchovitch e Gomes (2004, p.93): “Para ser útil no processo educacional, o jogo deverá representar algo interessante e desafiador para o indivíduo, isto é, permitir a autoavaliação quanto ao próprio desempenho, o que leva à construção de autonomia.”

O envolvimento concreto do aluno em um jogo transforma o mesmo em um protagonista na construção de seu conhecimento, com autonomia para percorrer os caminhos dos processos pedagógicos, desbloqueando as resistências que possa ter nas atividades oferecidas em sala de aula.

O jogo em sua essência é diversão e aprendizagem. São possibilidades de vivências desafiadoras, estimuladas pela expectativa de que algo novo possa se estabelecer.  Em cada experiência lúdica, a vida se torna mais significativa e, se o jogo for coletivo, novos laços sociais podem  ser constituídos.


REFERÊNCIAS:
BORUCHOVITCH, E. ; GOMES, M.A.M. Aprendizagem por meio de jogos: uma abordagem cognitivista. In:  ______ ; BZUNECK, J.A. (org.) Aprendizagem: processos psicológicos e o contexto social na escola. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

 EVASÃO ESCOLAR

A evasão escolar é um tema complexo e se relaciona com outros importantes temas da pedagogia, como formas de avaliação, reprovação escolar, plano político pedagógico etc. A permanência do aluno na escola é o maior desafio da educação escolar brasileira. Desta forma, a falta da criança ou do adolescente às aulas, o abandono escolar e a repetência sistemática dos alunos em determinadas séries deixaram de ser um problema que ficou restrito à escola. O direito à educação, não se resume mais somente a uma vaga na escola, mas sim ao direito que o educando tem de ingresso, permanência e sucesso na escola.

O combate à evasão é um problema de todos. A sociedade atua de forma marcante nos  processos de exclusão, não oferecendo condições para alavancar o desenvolvimento, favorecendo a segregação e a exclusão.  A evasão escolar vem acompanhada, em alguns casos, da vulnerabilidade social. Permanecer na escolar muitas vezes impede a criança de trabalhar para ajudar a família, ou em outras situações, atividades anti-sociais são mais atraentes do que a escola, como pequenos furtos, uso de drogas, gravidez precoce etc. Nas palavras de Paro (1996):

“[...] a grande maioria da população de nossas escolas apresenta todo tipo de problemas relacionados à desnutrição, fome, carência cultural e afetiva, falta de condições materiais e psicológicas para o estudo em casa, necessidade de trabalhar para ajudar no orçamento doméstico, bem como uma série de outros problemas, advindos todos eles do estado de injustiça social  vigente e que comprometem o desenvolvimento do aluno na aprendizagem.” (PARO,1996, pág. 143)


Então, como apontar uma solução para esta questão emergente como a evasão escolar? O caminho para a resolução ou melhora deste problema perpassa, sem dúvida, pela escola. Trata-se de uma tarefa complexa, que a escola precisa se envolver diretamente, criando mecanismos de resgate e acolhimento destes alunos, construindo uma rede de apoio, captando parcerias com o poder público e privado.
Assim, esta realidade brasileira que exclui só pode ser mudada com uma nova cultura de valorização, incluindo família, escola e sociedade. A educação está presente em todos os espaços. Portanto, é responsabilidade de todos dar condições para que as crianças e os jovens tenham possibilidades de crescimento, exercendo o seu direito maior de cidadania.



Referências:
PARO, Victor Henrique. Administração escolar: Introdução crítica. São Paulo: Cortez, 1996.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Literatura Surda

A língua de sinais representa, além de uma forma de comunicação e de interação social, um símbolo de luta dos surdos pelo respeito a sua identidade, e da identificação do sujeito como um ser social que interage e compartilha informações, construindo uma rede de comunicação que fortalece a cultura surda.

Desta forma, é preciso representar toda esta cultura rica de possibilidades. A literatura é uma forma de reconhecimento desta cultura, registrando elementos, visão de mundo e refletindo sobre a identidade cultural surda. A expressão “literatura surda” é usada para representar as produções literárias em língua de sinais, ou que tratam do universo cultural do surdo.

Através da literatura surda, modelos históricos são registrados, baseados naqueles contados em casa, dos pais para os filhos, piadas, conto de fadas, lendas e uma gama de manifestações culturais. No universo de materiais disponíveis na literatura surda, existem formas de expressão, representadas por tradução, adaptação ou criação.

Entre essas formas de representação da literatura surda, podemos destacar a adaptação como uma forma de trabalhar a literatura tradicional dos ouvintes na identidade surda. O exemplo é o livro de Lodenir Karnopp e Fabiano Rosa,  Patinho Surdo(2005):

No livro original, o patinho era excluído da família por que era feio. Na adaptação para a cultura surda, o fator de exclusão no grupo era a surdez. Assim, ao adaptarmos uma história e darmos a ela uma identidade nova, contemplamos uma diferença e a reconhecemos seu valor perante a comunidade. Portanto, trabalhar as realidades na literatura constitui a identidade do grupo e fortalece seus indivíduos como atuantes na sociedade.

Assim, contar histórias faz parte do ser humano ao longo da história, independente do padrão de qualquer sociedade que ele esteja inserido, pois é importante que existam registros para que estas informações se perpetuem.


Referências:

http://aprendendoeensinandocomsurdos.blogspot.com.br/2012_05_01_archive.html (imagem)




sexta-feira, 10 de junho de 2016

Literatura na Escola

Hoje existe uma carência cultural nos estudantes. Eles não leem mais, ou leem qualquer coisa, muitas vezes não sabendo o que ler ou o que devem ler. Cabe à escola desenvolver a habilidade no aluno de ler e entender o que está escrito, pois a vivência literária pode incentivar o hábito de ler literatura como uma experiência de prazer a que todos temos direito.

A prática da leitura está diretamente ligada à instrução, e a escola como primeira instância a desenvolver esta instrução através da alfabetização, tem papel principal no incentivo da prática da leitura literária, que proporcionará ao aluno, experiências estéticas, lúdicas e reflexivas.

A formação do leitor depende ainda de sua vivência de mundo e estudo prévio, que juntamente com o ensinar e aprender oferecido pela escola, culminarão na ampliação do repertório do aluno, desenvolvendo com o livro uma relação de identificação e troca. Nas palavras de Gregorin Filho (2009):

“No mundo contemporâneo, permeado de tecnologias e relações virtuais com a sociedade, é importante que a criança possa conhecer as relações de afeto com o objeto livro e, além dessas, com os textos que ele veicula.”(GREGORIN FILHO, 2009, P.52)

Sendo assim, o aluno precisa desenvolver com o livro, construções positivas, valorizando seu conteúdo. Aquele sentimento de estranheza com relação ao livro precisa ser desconstruído, oferecendo acesso em qualquer hora e em qualquer lugar. Dar ao aluno a oportunidade de tocar, folhear, e reconhecer no livro algo que desperte sua curiosidade. Portanto, a leitura é um veículo não só informações, mas de um universo de significados construídos a partir da identidade de cada um.


REFERÊNCIAS:


GREGORIN FILHO, José Nicolau.Literatura Infantil: múltiplas linguagens na formação de leitores. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2009

sábado, 4 de junho de 2016

Educação Musical
A educação musical no país conquistou um grande avanço com a aprovação da lei n°11769, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas de educação básica. A aprovação desta lei trouxe muitos desafios a serem enfrentados pelas escolas. Uma demanda importante gerada pela implementação desta lei é a reestruturação necessária nos Projetos Políticos Pedagógicos, que requer tempo e dedicação das equipes de profissionais das escolas.

O ensino de Artes, no qual a música está incluída, precisa incorporar e valorizar conteúdos e formas de cultura presentes na diversidade social da cultura onde está inserida. Desta forma, aplicar a lei e desenvolver a arte em sua plenitude, garante às escolas a construção de uma cultura musical valorizando o patrimônio da comunidade.

Desenvolver a música no cotidiano escolar pode ter caráter multidisciplinar a medida que o aluno, através das atividades musicais, desenvolve a atenção, concentração, memória, linguagem e prazer de aprender, que pode ser associado e relacionado com as outras disciplinas do currículo escolar. De acordo com os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais): primeiro e segundo ciclos do Ensino Fundamental de Arte (1997, p.35): “Assim, aprender com sentido e prazer está associado à compreensão mais clara daquilo que é ensinado. Para tanto, os conteúdos da arte não podem ser banalizados, mas devem ser ensinados por meio de situações e/ou propostas que alcancem os modos de aprender do aluno e garantam a participação de cada um dentro da sala de aula.”

Portanto, a escola e o educador musical precisam desenvolver no aluno o valor social da música, proporcionando vivências que enriqueçam as ideias artísticas do indivíduo, seu senso crítico e estético, garantindo a ele acesso à alegria cultural, que a música e a arte podem oferecer.


REFERÊNCIAS:


BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Arte. Ensino Fundamental. Primeiro e Segundo Ciclos. Brasília: MEC/SEF, 1997.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

SOCIAL E DIGITAL

A infância contemporânea, na era da globalização, é marcada pelos jogos eletrônicos, videogames, celulares etc. A brincadeira lúdica presencial, do toque, da organização de regras, do convívio social está ficando esquecida, ou restrita somente à escola que ainda proporciona atividades e brincadeiras lúdicas em seus recreios e em sala de aula.

O comportamento da criança está sendo influenciado diretamente pelos produtos destes meios eletrônicos, onde o virtual individualiza as ações, apesar de a diversão ser muitas vezes coletiva. Onde estão as relações sociais reais? Nas palavras de Fortuna(2014):

“[..]a cultura lúdica digital potencializaria a solidão, o isolamento e a abdicação de contatos sociais reais. Sequer é necessário recorrer a estudos científicos e à opinião de especialistas para perceber que as condições propícias para contatos sociais reais são cada vez mais raras entre as crianças de hoje, sobretudo nas grandes cidades” (FORTUNA, p.21, 2014)

A vivência do lúdico através de jogos eletrônicos pode proporcionar aprendizagem, mas não o contato pessoal. A criança que fica restrita a esta forma solitária de brincar está sendo privada da beleza das relações, do brincar na rua, andar de bicicleta, construir estradas, brincar de carrinho, atividades tão simples mas que oferecem várias formas de aprendizagem.

Portanto, cabe ao adulto oferecer à criança a cultura lúdica que proporcione a interação necessária para que ela compartilhe vivências com seus pares, adquira conhecimentos e comportamentos coletivos saudáveis. O ato de brincar também significa liberdade, com diferentes formas de interatividade, onde a criança mantém sua individualidade, independente das trocas com o outro.


REFERÊNCIAS:

FORTUNA, Tânia Ramos. Cultura lúdica e comportamento infantil na era digital. Pátio: educação infantil, Porto Alegre, ano XII, nº 40, p. 20-23, 2014.



sábado, 21 de maio de 2016

Biblioteca, um espaço cultural

A biblioteca escolar é um dos principais recursos pedagógicos para a prática educativa, e é sem dúvida, para a escola, uma ferramenta valiosa para auxiliá-la no processo de ensino e aprendizagem. Neste contexto, é importante organizar o espaço da biblioteca como referência de leitura e como espaço cultural para a comunidade escolar em que está inserida. Promover a leitura e construir alunos leitores é a função de uma instituição educacional que se preocupa com o crescimento intelectual de seus alunos, que trazem suas experiências que serão enriquecidas e compreendidas com o fortalecimento do ato da leitura. Segundo Freire (1983):

“A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto .” (FREIRE, 1983)

Desta forma, construir práticas nos espaços das bibliotecas escolares que envolvam os alunos em ações integradas, transcende a leitura . Organizar atividades de reflexão e debates despertando uma leitura reflexiva, leva  o aluno a estabelecer relações, perceber seu ambiente, relacionando o que está sendo lido e seu contexto de mundo. Portanto, esta complexidade de ações torna a biblioteca escolar atuante, o que a transforma não só em um espaço privilegiado, mas também numa proposta de preparação do educando para um exercício consciente da cidadania.


REFERÊNCIAS:




domingo, 15 de maio de 2016

Trabalhando com Projetos

A construção do conhecimento em sala de aula requer planejamento. O professor deve proporcionar ao aluno situações que façam com que ele desenvolva questionamentos, adapte o novo ao já existente, crie desequilíbrio e tenha necessidade de se modificar em função da nova situação.
A aprendizagem acontece todos os dias e a todo o momento. Por isso, é importante que seja oferecido aos alunos momentos de interação, com oportunidades de desenvolver o olhar crítico sobre as informações, bem como uma reflexão sobre a aprendizagem, para que a mesma seja transformada em saber concreto. Segundo ZABALA(1998):

Será necessário oportunizar situações em que os alunos participem cada vez mais intensamente na resolução das atividades e no processo de elaboração pessoal, em vez de se limitar a copiar e reproduzir automaticamente as instruções ou explicações dos professores. Por isso, hoje o aluno é convidado a buscar, descobrir, construir, criticar, comparar, dialogar, analisar, vivenciar o próprio processo de construção do conhecimento.” (ZABALLA, 1998)

Para que haja esta vivência e interatividade entre aluno e professor a inserção de projetos de pesquisa em sala de aula, é uma ferramenta de trabalho, onde, partindo da participação dos alunos, de suas experiências e questionamentos é possível desenvolver conhecimentos que tenham significado no seu cotidiano.
O trabalho com projetos pode ser contínuo e permanente. A construção de suas etapas provoca uma evolução nos conhecimentos dos alunos instigando sua curiosidade para o assunto, já que a escolha do tema partiu do grupo.
Desta forma, o trabalho com projetos é uma forma de repensar o ensino, trazendo à luz questões que em vários momentos são esquecidas no cotidiano escolar. A contextualização, a reflexão, a dinâmica em sala de aula deve ser a base para que a motivação do aprender transforme o saber compartimentado na satisfação do aprender.


REFERÊNCIAS:

ZABALA, Antoni. A Prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: ArtMed, 1998.


sábado, 7 de maio de 2016

EDUCAÇÃO DOS SURDOS
A educação dos surdos perpassa pela dificuldade linguística. Para haver comunicação, compreensão e aprendizagem, as barreiras da língua precisam ser superadas, fortalecendo a identidade surda em nossas escolas.

A escola regular não pode ignorar a importância do ensino de surdos, pois o objetivo da escola precisa ser de possibilitar ao aluno seu pleno desenvolvimento. Para que isto ocorra, o processo de inclusão precisa efetivamente acontecer, onde a escola se reorganiza para atender não só o aluno surdo, mas todo aquele que necessita de atendimento especializado.

A dificuldade de comunicação na educação de surdos não é problema local, mas resultado de uma educação padronizada, que esquece a diversidade, independente do país de origem. Nas palavras de Karnopp (2013):

“No entanto, aspectos como a falta de reconhecimento da língua de sinais, a carência de educação bilíngue, a disponibilidade limitada de serviços de interpretação e a generalizada desinformação da sociedade sobre a situação e as condições de vida das pessoas surdas na maioria dos países mantêm esses sujeitos privados do acesso a amplos setores da sociedade e do exercício da cidadania.”           (KARNOPP, 2013)

Portanto, com este olhar é preciso que a identidade cultural e linguística das pessoas surdas sejam respeitadas, através de um trabalho de reconhecimento e aceitação da sociedade, onde sejam ampliados não só os serviços de apoio, mas um acolhimento profissional com oportunidades de desenvolvimento também nas escolas regulares.

REFERÊNCIAS:


http://loja.grupoa.com.br/revista-patio/artigo/10137/os-surdos-aprendem-melhor-nas-escolas especiais-ou-regulares.aspx

sábado, 30 de abril de 2016

AVALIAÇÃO CONTEXTUALIZADA

A avaliação está vinculada a um currículo preocupado com aspectos cognitivos, comportamentais e afetivos. Nesta construção está o professor, que é o elo entre avaliação qualitativa e a formação integral do aluno. Mais importante que a qualidade de conhecimentos, é o domínio de processos para adquirir estes conhecimentos, incluindo as vivências prévias e as oportunidades do aluno. Por isso que a avaliação deve ser contextualizada, onde a observação do desempenho do aluno é continua, mantendo-se neste processo a ação do professor e da própria escola.
Assim, os critérios de avaliação devem respeitar o tempo de cada aluno, pois  sua condição depende de interesses e motivações. O desempenho do indivíduo diante das tarefas propostas será avaliado sempre a partir de informações precisas de todo o processo, não de um momento estanque que não reflete a aprendizagem construída pelo aluno. Para Hoffmann(1993):

“A avaliação é essencial à educação. Inerente e indissociável enquanto concebida como problematização, questionamento, reflexão sobre ação[...] Um professor que não avalia constantemente a ação educativa, no sentido indagativo, investigativo do termo, instala sua docência em verdades absolutas, pré-moldadas e terminadas.”(HOFFMANN, 1993, p.17)

Então, pensar em avaliação como um todo é excluir sua função classificatória. É valorizar sua função de diagnóstico, de análise do erro para melhorar o processo de ensino e o conduzir a construção de uma aprendizagem significativa, voltada para a formação dos indivíduos.

REFERÊNCIAS:

HOFFMANN, Jussara. Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. Porto Alegre: Educação e Realidade, 1993.

sexta-feira, 22 de abril de 2016



Música e Aprendizagem

A aprendizagem precisa ser global, devendo ser estimulada de diversas formas, com atividades que desenvolvam o senso crítico, a ludicidade, a sensibilidade do educando. A música é a peça chave neste processo, pois pode tornar a aprendizagem prazerosa, trazendo para o cotidiano da sala de aula, os sons, a criatividade e a interação, desenvolvendo habilidades em nossos alunos.
O professor precisa criar situações que promovam a aprendizagem musical, trazendo para o convívio dos alunos diversos estilos, mas também compartilhar com eles suas vivências musicais. Não podemos esquecer que a música propicia um aprendizado emotivo com o mundo, pois a sensibilidade de cada um é estimulada através dos vários sons diários que fazem parte da nossa vida. Para Kebach(2009):
“Assim, aprender música depende também da oferta de vários estilos, incluindo a todos num processo de real desenvolvimento musical a partir de suas vivências pessoais e das trocas em grupo, sendo a apreciação, um aspecto fundamental no ensino da música”
(KEBACH, 2009,p.108)

Desta forma, além de apresentar a música como conteúdo do componente curricular Arte na educação básica, o professor precisa conduzí-la com a finalidade de ampliar as percepções dos alunos, onde, aprendendo a ouvir, apreciando os diferentes sons, desenvolvendo uma atitude reflexiva, o aluno seja capaz de se reconhecer parte do todo, tendo a música como fio condutor do desenvolvimento de suas habilidades.


REFERÊNCIAS:

KEBACH, Patrícia.Processos de interação social em ambiente de educação musical. In: BEYER,E.; KEBACH,P. (org.). Pedagogia da Música – experiências de apreciação musical. Porto Alegre: Mediação, 2009. p.97 – 108.

sábado, 16 de abril de 2016

LIVRO - O CAMINHO DAS DESCOBERTAS

         O livro é um instrumento de transformação. Quando um professor escolhe um livro para trabalhar com seu aluno precisa ter a consciência da importância que este livro possa ter na sua realidade social.
                A literatura traz infinitas possibilidades no planejamento das atividades de aula, incluindo a discussão de temas relevantes que promovem o crescimento do aluno, desencadeando uma mudança na sua realidade.

                Para que o livro traga significado, o professor precisa ter sensibilidade em suas escolhas, oferecendo títulos que abordem elementos relacionados com a identidade daquele grupo, daquela comunidade. Neste tema, Gregorin  Filho (2009) fala:

“O mais importante é que, antes de o adulto, professor ou não, dirigir-se à criança com receitas prontas sobre o que ler,[...], ele tenha a sensibilidade para perceber o que ele deseja ler e ver, saiba ouvir o que a criança pensa sobre aquele livro que lhe foi oferecido.” (GREGORIN FILHO, 2009,p.99)

              Desta forma, o professor precisa ser o mediador na construção de alunos leitores, não impondo sua vontade e evitando influenciar na interpretação de seu aluno. Portanto, o professor necessita conduzir o aluno  na caminhada das experiências proporcionadas pela leitura de um bom livro, estimulando o olhar da criança para que ela estabeleça suas relações, construa seus valores e possa expressar suas descobertas.

REFERÊNCIAS:

GREGORIN FILHO, José Nicolau.Literatura Infantil: múltiplas linguagens na formação de leitores. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2009.

sábado, 9 de abril de 2016

BRINCAR
                O brincar está presente na vida da criança desde muito pequena, fazendo parte do seu desenvolvimento psicossocial e de seus experimentos com a vida. O contato com o objeto e as possibilidades ilimitadas que ele propõe, estimulam as habilidades da criança, como memória, raciocínio, organização e a vivência das emoções.
                É na brincadeira que a criança se solta, com atitudes que não ocorrem em  seu dia a dia, demonstrando muitas vezes, comportamentos além de sua idade. Por isso, o brincar desenvolve na criança habilidades que se consolidarão e farão parte de sua vida adulta. Para Vygotsky (1998, p.137), “a essência do brinquedo é a criação de uma nova relação entre o campo do significado e o campo da percepção visual, ou seja, entre situações no pensamento e situações reais.”

                Portanto, o brincar estabelece relações da criança com a aprendizagem, onde suas experiências abastecem as diferentes competências com as quais ela chega à escola. Desta forma, a bagagem lúdica da criança deve ser contemporizada nas atividades escolares para que ela seja capaz de expressar sua identidade.
A socialização através de brincadeiras

REFERÊNCIAS:
 
Acervo Fotográfico da EMEF Albino Dias de Melo

VYGOTSKY, L. S. A fomação social da mente. 6ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

sábado, 2 de abril de 2016

ESCOLA E PROJETO
Rever a organização do trabalho escolar e atualizar suas diretrizes faz  parte do cotidiano de uma escola.São ações que se preocupam em acompanhar as mudanças apresentadas pela sociedade, e as necessidades de sua comunidade escolar.
 A escola se fortalece com a construção de um projeto político-pedagógico que norteia ações definidas coletivamente. Desta forma, compromissos efetivados de forma participativa reestruturam as ações de todos que participam do processo pedagógico, gerando resultados concretos na prática pedagógica e na gestão escolar.
Para que isto aconteça, o comprometimento de cada profissional com a missão da escola é fundamental, visto que ações presentes apenas no papel  não garantem as o alcance dos objetivos  propostos pela escola.
Um projeto para se tornar real, envolve um convencimento de seus pares, culminando em um trabalho coeso e constante, em que todos buscam um objetivo comum, finalizando numa construção da cidadania local. 
O projeto político-pedagógico, por ser a alma da escola, é impregnado da realidade da comunidade escolar onde está inserido. Seus profissionais devem conhecer e contemplar esta demanda para canalizar os interesses dos educandos em um trabalho conjunto de conhecimento em prol da cidadania. Este contexto fica evidente nas palavras de Severino:

     "A escola é o lugar de entrecruzamento do projeto coletivo da sociedade com os projetos existenciais de alunos e professores. É ela que viabiliza as possibilidades de ações pedagógicas dos educadores tornarem-se educacionais, na medida em que as impregna das finalidades políticas da cidadania que interessa os educandos."  (Severino, 1991, p.66)

Neste sentido, é através da educação que a cidadania pode se consolidar, desde que a proposta pedagógica da escola seja democrática, que nela haja tolerância para os que pensam e agem diferente.

REFERÊNCIAS:


SEVERINO, Antônio J. A escola de 1º grau: organização e funcionamento. São Paulo: FDE,           Ideias,v.11, 1991.