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sábado, 11 de novembro de 2017




TGD na Escola

A educação inclusiva, hoje, faz parte do nosso cotidiano escolar e não pode e nem deve ser ignorada, para que seja garantido o direito de todos a uma educação de qualidade. Dentre o público alvo dos alunos de educação especial estão os alunos portadores do Transtorno Global de Desenvolvimento. Segundo Paula Nadal (2011):

Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúrbios nas interações sociais recíprocas que costumam manifestar-se nos primeiros cinco anos de vida. Caracterizam-se pelos padrões de comunicação estereotipados e repetitivos, assim como pelo estreitamento nos interesses e nas atividades. Os TGD englobam os diferentes transtornos do espectro autista, as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de Rett.(NADAL, 2011).
No ambiente escolar, o aluno com TGD precisa de abordagens que se canalizem para desenvolver a competência social da criança, independente de qual seja sua especificidade. Neste processo, a escola é muito importante, pois é um espaço rico para o desenvolvimento das potencialidades do aluno, assim como vale ressaltar que o processo de inclusão beneficia tanto o aluno quanto a escola. É através da construção das habilidades sociais que o aluno constrói seu conhecimento e, nesta caminhada, a função do professor é fundamental.

Falando em professor, ele pode em colaboração com colegas e demais setores da escola, estabelecer estratégias pedagógicas para que o aluno evolua em seu comportamento, em sua linguagem e nas interações sociais. Para a criança com Transtorno Global de Desenvolvimento, a interação com os colegas, muitas vezes, tem mais sucesso que a intervenção de um adulto, provocando uma ação transformadora sobre o aluno.

Com minha experiência profissional, percebi que cada aluno é único e que não existe um método que se aplique a todos. Na escola em que trabalho, na função de vice-diretora, meu contato é maior com as famílias. Assim tento montar uma rede de apoio, com a escuta da família, para que a professora possa ter condições de observar melhor e compreender as especificidades do aluno de inclusão(TGD).  Portanto, toda escola necessita trabalhar em conjunto para fazer adequações pedagógicas e tornar o espaço escolar acessível para todos.


REFERÊNCIAS:

sexta-feira, 6 de outubro de 2017



COMBATENDO A EXCLUSÃO

No âmbito escolar, a exclusão se manifesta de várias formas e já faz parte do senso comum. Muitas circunstâncias emolduram exemplos de micro processos de exclusão, que de alguma forma já estão instituídos no dia a dia da escola. Esta situação é identificada quando alunos são estigmatizados por apelidos que o acompanham dentro e fora da escola, como por exemplo: “o feio”, “o gordo”, “o fraco”, “o burro”, “o magro”, “o pobre” etc. Não é raro que estas expressões, como tantas outras quando cristalizadas, gerem conflitos entre os alunos.  Nas palavras de Salles e Silva (2008, p.150):

Nas escolas, os adolescentes e jovens interagem com outros, adolescentes e jovens, que são diferentes deles ou de seu grupo de referência em função, entre outros aspectos, da cor, da sexualidade, da nacionalidade, do corpo, da classe socioeconômica. No espaço escolar essa interação com o diferente, quando não é problematizada, se dá por meio de relações interpessoais pautadas por conflitos, confrontos e violência. (SALLES E SILVA, 2008, P.150)

Diante desta realidade, podemos identificar na escola este aluno que é excluído e sofre preconceito, não por ter uma deficiência, mas por não ser aceito pelo grupo. Sentindo-se assim diminuídos, excluídos dos grupos dos melhores, dos bonitos, dos ricos, dos inteligentes, acabam por serem novamente rotulados, como difíceis, com problema de adaptação ou solitários. Estas situações de exclusão e preconceito levam muitos alunos a abandonarem a escola, e acabarem sofrendo de forma individual e social as consequências desta escolha.

Estes diferentes tipos de exclusão, que muitas vezes são velados, devem ser identificados e trabalhados. Não podemos e nem devemos negar as diferenças na escola, pois é a diversidade que enriquece a convivência. Porém, esta diversidade precisa ser respeitada, e a forma como lidamos com ela pode ser positiva ou negativa, conforme atribuímos significados para esta diversidade.

Portanto, a escola necessita encarar estas questões, que precisam ser discutidas com todos os membros da comunidade escolar, cada um na sua peculiaridade. Esta cultura de exclusão precisa ser revertida, para se construir ações de inclusão que envolvam a todos em um processo de humanização.

REFERÊNCIAS:

SALLES, L.M.F.; SILVA, J.M.P.E. Diferenças, preconceitos e violência no âmbito escolar: algumas reflexões. Cadernos de Educação. 1(30), 149-166, 2008.

https://www.cm-fundao.pt/content/dia-municipal-para-igualdade(imagem)

sábado, 30 de setembro de 2017


ATENDENDO INDIVIDUALIDADES

A Escola é o espaço da diversidade e, por esta razão, precisa garantir o acesso de todos na sua proposta pedagógica, apesar das dificuldades de atender em suas individualidades.

A realidade que nos deparamos hoje, no contexto escolar, carrega muitos alunos com dificuldades de aprendizagem, o que demanda um esforço do setor pedagógico da Escola para subsidiar os professores e atender as famílias, na busca de soluções conjuntas para superar estas deficiências. A demora nos atendimentos da área da Saúde, bem como a falta de esclarecimentos por parte das famílias retardam os processos de diagnóstico.

Quando estudamos na Escola as leis e orientações sobre inclusão, os professores ficam sensibilizados, mas expressam instabilidade em atuar em uma sala de aula onde algum tipo de deficiência é, muitas vezes, desconhecida para eles. Independente de apoio ou orientação de setores, a responsabilidade de aprendizagem recai sobre o professor, mesmo com escassez de subsídios (acompanhamento psicopedagógico e/ou clínico). Sabemos que só o diagnóstico não resolve, bem como atendimentos não contextualizados também. Nas palavras de Raad e Tunes (2011, p.26): “Na escola, os conflitos gerados pelo fato de a criança não aprender acalmam-se e desfazem-se com o diagnóstico, como se ele tivesse um poder mágico de resolver todas as questões.” 

As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, em seu Artigo 29, diz: “A Educação Especial, como modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, é parte integrante da educação regular, devendo ser prevista no projeto político pedagógico da unidade escolar.” Desta forma, recursos de acessibilidade, tanto quanto os pedagógicos precisam estar previstos no projeto político pedagógico e favorecer um ambiente escolar que promova o desenvolvimento de todos,  independente da dificuldade de aprendizagem. Assim, cabe à escola reforçar o apoio pedagógico aos seus professores para que eles não estejam sós nesta caminha de superações.

Portanto, sabemos que todos têm o direito de serem valorizados em suas subjetividades. Cada aluno, com maior ou menor dificuldade, precisa de um olhar individualizado do professor. Em contrapartida, cada professor precisa enfrentar o desafio diário de integrar cada aluno, seja de inclusão ou não, e oportunizar o desenvolvimento de suas potencialidades.


REFERÊNCIAS:

RAAD, I. L. F.; TUNES, E. Deficiência com iatrogênese. In: MARTINEZ, A. M. ; TACCA, M. C. V. R.(organizadoras). Possibilidades de aprendizagem: ações pedagógicas para alunos com dificuldade e deficiência. Campinas, SP: Editora Alínea, 2011.

Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica / Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013.