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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Durante o planejamento do meu estágio, no curso de Pedagogia, procuro incluir atividades que levem as crianças a entrar em contato com a literatura infantil. Em diversos momentos das aulas, contemplo este objetivo com a leitura de histórias (Hora do Conto) e com o Cantinho da Leitura (espaço na sala para a manipulação e leitura de livros infantis).

Todo este movimento diário com os alunos traz, além de uma rotina de aprendizagens, um desdobramento de experiências com o universo cultural. Com meus alunos do 2º ano, leitores iniciantes, leitura e letramento começam a se entrelaçar e, aos poucos, a palavra escrita vai se sobrepondo às imagens. Ao ativar a memória dos alunos, estimulamos o estabelecimento de relações com suas experiências, e a interpretação de fatos e atitudes acaba prevalecendo.

Os argumentos anteriores, então, justificam a necessidade de trabalhar histórias como fonte de conceitos e valores, pois a alfabetização se consolida na prática da expressão e do diálogo do aluno com seu mundo. Nas palavras de Gregorin Filho (2009, p. 45):

No caso da literatura infantil, a concepção de leitura está estreitamente vinculada ao que se entende por alfabetização. Na história, ora a alfabetização aparece numa visão mais restrita ao texto verbal, como o exercício de codificação e decodificação da linguagem verbal escrita, ora se amplia para diversos tipos de texto, para outras modalidades de expressão do ser humano. (GREGORIN FILHO, 2009, p. 45).

Assim, utilizando-se de processos cognitivos, a leitura faz parte da aprendizagem, envolvendo percepção, identificação e memorização de signos, aonde o leitor vai compondo o seu real ou o seu imaginário em relação à realidade. No entanto, cabe ao professor selecionar livros adequados à maturidade do leitor, evitando rejeição pela dificuldade de compreensão ou enfado pela falta de identificação com os temas abordados.

REFERÊNCIAS:

GREGORIN FILHO, José Nicolau. Literatura infantil: múltiplas linguagens na formação de leitores. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2009.

http://dempfpceup2014.blogspot.com/2014/12/hora-do-conto.html   (Imagem) 

sábado, 10 de novembro de 2018




Nas reflexões feitas conforme a prática do meu estágio, no curso de Pedagogia, cada vez mais me conscientizo que não existe certo e errado, mas sim que precisamos fazer uma análise crítica das nossas ações para perceber o que está sendo positivo ou não, no dia a dia da sala de aula.

Toda minha prática pedagógica tem sido pautada em observar e interagir com meus alunos para encontrar formas de inseri-los no processo de aprendizagem. Neste aspecto, tenho procurado compreender melhor o que faz a motivação e como tê-la presente em minhas aulas.

Revendo minhas práticas, percebo que atividades que estimulam a fala e o debate entre alunos costumam interessá-los, o que favorece a participação efetiva dos mesmos e o compromisso com a própria aprendizagem. Então, pensando sobre motivação, ela é uma mola propulsora na aprendizagem, pois resgate o interesse e abre espaço para na participação efetiva dos alunos. Nas palavras de Alonso Tapia e Fita (2015, p. 14):

Por um lado, ao definir objetivos de aprendizagem, apresentar a informação, propor tarefas, responder à demanda dos alunos, avaliar a aprendizagem e exercer o controle e a autoridade, os professores criam ambientes que afetam a motivação e a aprendizagem. Em consequência, se queremos motivar nossos alunos, precisamos saber de que modo nossos padrões de atuação podem contribuir para criar ambientes capazes de conseguir que os alunos se interessem e se esforcem para aprender e, em particular, que formas de atuação podem ajudar concretamente a um aluno. (ALONSO TAPIA e FITA, 2005, p.14).


Assim, quando refleti sobre o “certo e o errado” citado anteriormente, estava revendo meus padrões de atuação, pois um ambiente favorável à aprendizagem precisa estar sintonizado com a motivação para aprender dos meus alunos. Compor atividades significativas e tarefas relevantes para os alunos vai além de um planejamento, é uma verdadeira experimentação, o que depende também da minha motivação para ensinar.


REFERÊNCIAS:

ALONSO TAPIA, Jesús; FITA, Enrique Caturla; tradução Sandra Garcia. A motivação em sala de aula: o que é, como se faz. 11. ed. São Paulo: Loyola, 2015.


sábado, 3 de novembro de 2018


CONHECIMENTO MOTOR


Entre as leituras realizadas durante o curso de Pedagogia, uma delas, no segundo semestre, desencadeou grandes reflexões. O tema, proposto pela interdisciplina Fundamentos da Alfabetização, explorava o papel dos quatro tipos de conhecimento (social, físico, lógico-matemático e motor ou procedural) na aprendizagem dos alunos.

Quando planejamos nossas aulas, sabemos que o objetivo maior é a aprendizagem. No entanto, é preciso que o professor reconheça que existem diferentes tipos de conhecimento a serem trabalhados no processo de alfabetização. Observação, diálogo, compreensão e manipulação de materiais concretos são estratégias para atingir os conhecimentos citados, mas devem estar acompanhados de uma intenção formativa do professor, visto que é ele que seleciona e organiza as atividades de aula. Com base nesta intenção, tanto a leitura quanto a escrita dependem de conhecimentos físicos e lógico-matemáticos para sua compreensão, além dos conhecimentos sociais em função dos significados atribuídos pelo grupo.

Por outro lado, estudando estes conhecimentos, percebi que também o motor é essencial para ser considerado na preparação de uma aula. Com os estudos da neurociência, novas explicações foram acrescentadas às teorias de aprendizagem e foi possível compreender melhor o processo de alfabetização de um indivíduo. Nas palavras de Rangel (2008, p. 34):

Na leitura e escrita usamos o conhecimento motor, seja para ler (gravamos palavras inteiras ou parte delas, ou mesmo partes de frases, por meio do exercício de ler), seja para escrever (num primeiro momento precisamos pensar na forma da escrita de cada letra. Após vários exercícios já não precisamos pensar sobre o ato motor que estamos realizando). (RANGEL, 2008, p. 34).


Assim, todo exercício feito acarreta uma melhoria motora. Nesta questão, ao propor jogos e atividades que exercitem a grafia e a movimentação do corpo (imitação de letras, por exemplo), estimulamos o conhecimento motor do aluno e, quanto mais o utilizamos, mais automatizado ele fica. Cabe aqui, então, um alerta para que o professor saiba oportunizar situações motoras que sejam significativas para o aluno, principalmente porque somente o interesse do mesmo fará com que o exercício seja continuado.


REFERÊNCIAS:

RANGEL, Annamaria Píffero. Alfabetizar aos seis anos. Porto Alegre: Editora Mediação, 2008.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018


Construção coletiva da turma de 2° ano (Estágio) para estabelecer a rotina da sala de aula.

A sala de aula é o momento de construir um ambiente de interação e aprendizagem com os alunos. É este ambiente que pretendo proporcionar para meus alunos no meu período de estágio que se inicia, pois acredito que essa experiência diária vai permitir uma visão mais ampla referente ao cotidiano da aula.


O primeiro dia de estágio foi de reconhecimento, tanto da minha parte, quanto da deles. No primeiro momento, conversei com eles explicando as razões de estar no lugar da professora e de que forma, juntos, poderemos fazer com que a aula seja de muitas aprendizagens. Uma das minhas prioridades nesse início de estágio foi desenvolver com os alunos uma nova forma de trabalhar as regras de convivência pois percebi, no meu período de observação, a necessidade de trabalhar com eles o saber ouvir, onde os alunos querem participar, dar sua opinião, mas de forma desorganizada.

Sendo assim, os alunos mostraram bastante interesse na elaboração das regras, o que me permitiu ir escrevendo no quadro à medida que a construção coletiva da mesma foi se concretizando. Este interesse foi reforçado pela demonstração de satisfação dos alunos quando reproduzi suas falas em um painel nomeado “Mural dos Combinados”. Sobre a necessidade do estabelecimento da rotina com os alunos,  Hohmann e Weikart (2009, p. 224) dizem : “A rotina diária oferece um enquadramento comum de apoio às crianças à medida que elas perseguem os seus interesses e se envolvem em diversas atividades de resolução de problemas".

No entanto, nem todos os alunos conseguiram entender esta autonomia tão necessária para uma organização da sala de aula, evidenciando que será um trabalho que precisarei construir com eles diariamente. Desta forma, então, o caminho é explorar múltiplas aprendizagens, como por exemplo, uma atividade que desenvolvi com os alunos e que pude trabalhar diferentes aprendizagens:  a  contação de história . Com esta prática, encontrei uma forma de organizá-los e atrair suas atenções, bem como de fazê-los usar a imaginação para elaborar representações. Através de histórias, percebi que os alunos se identificam com o contexto, relacionando suas experiências em vários momentos. Nas palavras de Rodrigues (2005, p.4):

A contação de histórias é atividade própria de incentivo à imaginação e o trânsito entre o fictício e o real. Ao preparar uma história para ser contada, tomamos a experiência do narrador e de cada personagem como nossa e ampliamos nossa experiência vivencial por meio da narrativa do autor. Os fatos, as cenas e os contextos são do plano do imaginário, mas os sentimentos e as emoções transcendem a ficção e se materializam na vida real. (RODRIGUES, 2005, p. 4).


Considero a contação de história uma ferramenta muito rica no processo de construção dos saberes e vivências dos alunos. Com esta atividade foi possível trabalhar várias palavras e a estrutura de texto na atividade de representação da história coletiva. Assim, avaliando as experiências pedagógicas da semana, encontrei descobertas, erros e acertos. Constatei que o planejamento é o alicerce de nosso trabalho, pois necessitamos estar sempre preparados para o inesperado e dispostos a nos reinventar sempre que preciso, para que nossos objetivos sejam sempre alcançados.

REFERÊNCIAS:

HOHMANN, Mary; WEIKART, David P. Educar a Criança5ª ed. Fundação Calouste Gulbenkian, 2009. 

RODRIGUES, Edvânia Braz Teixeira. Cultura, arte e contação de histórias. Goiânia: Gwaya, 2005.