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sábado, 8 de dezembro de 2018



Na realidade da sala de aula de hoje, percebemos as dificuldades que são enfrentadas em construir com os alunos uma aprendizagem matemática significativa. Fica cada vez mais evidente a necessidade de construir estratégias para escapar de uma aprendizagem mecânica.

A dificuldade de muitos alunos de progredir nesta disciplina advém, muitas vezes, da distância que o conteúdo tem do seu cotidiano. A matemática ensinada de maneira tradicional e teórica acarreta prejuízos, pois nem todos os alunos constroem o conhecimento da mesma forma, precisando de intervenções mais práticas e próximas de suas realidades.

Uma forma de trabalhar o conteúdo e as dificuldades dos alunos é oportunizar para eles atividades lúdicas. Neste contexto, os jogos matemáticos podem ser um recurso que ultrapasse as dificuldades dos alunos, fazendo com que o interesse pela dinâmica da atividade favoreça a compreensão dos conteúdos.

Sobre esta estratégia de aprendizagem, a postagem O jogo e a Aprendizagem Matemática, componente do meu portfólio de aprendizagem (blog), corrobora com este tema, ao trazer à luz a importância do jogo como recurso de aprendizagem e interação social, principalmente na disciplina de matemática. Sobre a função dos jogos no desenvolvimento da aprendizagem matemática, Borin (1996, p.53) fala:

Outro motivo para a introdução de jogos nas aulas de matemática é a possibilidade de diminuir bloqueios apresentados por muitos de nossos estudantes que temem a Matemática e sentem-se incapacitados de aprendê-la. Dentro da situação do jogo, onde é impossível uma atitude passiva e a motivação é grande, notamos que, ao mesmo tempo em que estes alunos falam Matemática, apresentam também um melhor desempenho e atitudes mais positivas frente a seus processos de aprendizagem. (BORIN, 1996, p.53).

Então, oportunizar jogos na rotina da sala de aula desperta o interesse dos alunos, pois os desafia a inventar coisas, criar estratégias, reconstruir objetos, estabelecer relações com situações reais, ou seja, é um campo fértil de aprendizagens significativas e potencialização de habilidades.

REFERÊNCIAS:

BORIN, Júlian. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. 6. ed. São Paulo: IME-USP, 1996.

sábado, 20 de outubro de 2018

PRÁTICA PARA APRENDER


Durante a realização das atividades da Interdisciplina Matemática nas Séries Iniciais, do curso de Pedagogia, muitas reflexões foram feitas, principalmente na compreensão de como o aluno aprende. Uma delas foi que, independente de controlarmos a aprendizagem, coletar informações e analisá-las nos permite direcionar nosso planejamento e/ou modificá-lo.

A matemática para o professor, além de um componente curricular, é um campo riquíssimo de pesquisa prática, visto que é possível acompanhar a forma como o aluno aprende, a partir das estratégias determinadas por ele para solucionar os problemas propostos. Nesta questão, torna-se fundamental que o aluno seja incentivado a resolver desafios e que desenvolva habilidades para tal. Nas palavras de Soares (2009, p.13-14):

Como regra geral, por exemplo, podemos pensar que uma atividade tem maior validade quando desafia os alunos a conquistar uma habilidade que ainda não dominam inteiramente, Se, no desenvolvimento do trabalho, notamos que a turma conquistou aquela habilidade, temos aí indícios de que as atividades desenvolvidas tiveram alguma efetividade. (SOARES, 2009, p. 13-14).

Desta forma, sempre haverá novidades quando adquirimos os conhecimentos através da prática. Propor desafios e monitorar o processo de aprendizagem indica uma postura investigativa por parte do professor, o que qualificará seu planejamento.

Vivenciei esta prática, então, ao explorar a geometria nas tarefas da interdisciplina de Matemática. Minha insegurança inicial se transformou em uma aprendizagem prática ao compartilhar com meus alunos, a compreensão dos mesmos sobre os conceitos abordados. Portanto, assim como os alunos, nós também precisamos experimentar para aprender.

REFERÊNCIAS:

SOARES, Eduardo Sarquis. Ensinar matemática – desafios e possibilidades. Belo Horizonte: Dimensão, 2009.



sexta-feira, 5 de outubro de 2018

ENSINAR MATEMÁTICA


Ensinar matemática é um aprendizado constante. Encontrar na nossa prática caminhos que facilitem a construção, pelo aluno, de conhecimentos matemáticos significativos é o nosso desafio enquanto professor. A prática docente é a peça chave no processo de aprendizagem do aluno. Abordar o conteúdo através de atividades de investigação, pesquisa e discussão de ideias acaba tornando prazerosas as descobertas e soluções elaboradas pelos alunos.

Estas práticas de análise e pesquisa farão o aluno perceber a matemática em sua volta. Nas nossas ações no cotidiano, usamos ferramentas sem ao menos perceber, como na compra e venda ou calculando distâncias e/ou tempo para chegar em algum local, entre tantas outras situações. Nas palavras de Rodrigues (2005, p.5):

É importante que a presença do conhecimento matemático seja percebida, e claro, analisada e aplicada às inúmeras situações que circundam o mundo, visto que a matemática desenvolve o raciocínio, garante uma forma de pensamento, possibilita a criação e amadurecimento de ideias, o que traduz uma liberdade, fatores estes que estão intimamente ligados a sociedade. Por isso, ela favorece e facilita a interdisciplinaridade, bem como a sua relação com outras áreas do conhecimento (filosofia, sociologia, literatura, música, arte, política, etc. (RODRIGUES, 2005, p.5)

Quando realizamos trocas de experiências com outras disciplinas, com outras culturas, enriquecemos o domínio da linguagem matemática, tornando o aluno capaz de atuar na sua realidade de forma produtiva, sendo capaz de estabelecer relações e resolver problemas.

Percebemos, porém, que na maioria de nossas salas de aula, a realidade é outra. O ensino é compartimentado, sem estabelecer relações interdisciplinares. O professor, muitas vezes, é cobrado para trabalhar cada vez mais conteúdos, tendo a obrigação de vencer o programa. Então, como mudar esta realidade? Acredito que a resposta esteja em encontrar um equilíbrio entre o que precisamos trabalhar com nossos alunos e as habilidades que precisam ser desenvolvidas por eles.

Portanto, trazer para a sala de aula situações do cotidiano é essencial. Também é indispensável contar um pouco da história da matemática, onde os alunos possam perceber que a matemática esteve presente em todos os tempos históricos, sempre com uma aplicabilidade. O professor, então, é nosso personagem principal, com a missão de tornar a aprendizagem instigante e, de forma criativa, inovar seu ensino para que os alunos construam um pensamento matemático real e significativo.

REFERÊNCIAS:

RODRIGUES, L. L. A Matemática ensinada na escola e a sua relação com o cotidiano. Brasília: UCB, 2005.