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sábado, 2 de julho de 2016

JOGOS E APRENDIZAGEM

O jogo é um recurso que estimula várias inteligências, oferecendo ao aluno a oportunidade de participar efetivamente das atividades propostas, que passam a ser realizadas de forma significativa. O jogo também proporciona ao professor a oportunidade de trabalhar valores éticos e morais quando desenvolve com o grupo o respeito às regras, ao outro e à noção de coletividade, onde dependemos do grupo para avançar.

A construção da aprendizagem precisa sair das representações convencionais.  Outros instrumentos precisam ser inseridos neste processo para que o trabalho pedagógico tenha um enfoque mais criativo e inovador. O jogo contempla estas características a partir do momento que criar situações onde o aluno desenvolva suas habilidades sociais e cognitivas. Nas palavras de Boruchovitch e Gomes (2004, p.93): “Para ser útil no processo educacional, o jogo deverá representar algo interessante e desafiador para o indivíduo, isto é, permitir a autoavaliação quanto ao próprio desempenho, o que leva à construção de autonomia.”

O envolvimento concreto do aluno em um jogo transforma o mesmo em um protagonista na construção de seu conhecimento, com autonomia para percorrer os caminhos dos processos pedagógicos, desbloqueando as resistências que possa ter nas atividades oferecidas em sala de aula.

O jogo em sua essência é diversão e aprendizagem. São possibilidades de vivências desafiadoras, estimuladas pela expectativa de que algo novo possa se estabelecer.  Em cada experiência lúdica, a vida se torna mais significativa e, se o jogo for coletivo, novos laços sociais podem  ser constituídos.


REFERÊNCIAS:
BORUCHOVITCH, E. ; GOMES, M.A.M. Aprendizagem por meio de jogos: uma abordagem cognitivista. In:  ______ ; BZUNECK, J.A. (org.) Aprendizagem: processos psicológicos e o contexto social na escola. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

SOCIAL E DIGITAL

A infância contemporânea, na era da globalização, é marcada pelos jogos eletrônicos, videogames, celulares etc. A brincadeira lúdica presencial, do toque, da organização de regras, do convívio social está ficando esquecida, ou restrita somente à escola que ainda proporciona atividades e brincadeiras lúdicas em seus recreios e em sala de aula.

O comportamento da criança está sendo influenciado diretamente pelos produtos destes meios eletrônicos, onde o virtual individualiza as ações, apesar de a diversão ser muitas vezes coletiva. Onde estão as relações sociais reais? Nas palavras de Fortuna(2014):

“[..]a cultura lúdica digital potencializaria a solidão, o isolamento e a abdicação de contatos sociais reais. Sequer é necessário recorrer a estudos científicos e à opinião de especialistas para perceber que as condições propícias para contatos sociais reais são cada vez mais raras entre as crianças de hoje, sobretudo nas grandes cidades” (FORTUNA, p.21, 2014)

A vivência do lúdico através de jogos eletrônicos pode proporcionar aprendizagem, mas não o contato pessoal. A criança que fica restrita a esta forma solitária de brincar está sendo privada da beleza das relações, do brincar na rua, andar de bicicleta, construir estradas, brincar de carrinho, atividades tão simples mas que oferecem várias formas de aprendizagem.

Portanto, cabe ao adulto oferecer à criança a cultura lúdica que proporcione a interação necessária para que ela compartilhe vivências com seus pares, adquira conhecimentos e comportamentos coletivos saudáveis. O ato de brincar também significa liberdade, com diferentes formas de interatividade, onde a criança mantém sua individualidade, independente das trocas com o outro.


REFERÊNCIAS:

FORTUNA, Tânia Ramos. Cultura lúdica e comportamento infantil na era digital. Pátio: educação infantil, Porto Alegre, ano XII, nº 40, p. 20-23, 2014.



sábado, 9 de abril de 2016

BRINCAR
                O brincar está presente na vida da criança desde muito pequena, fazendo parte do seu desenvolvimento psicossocial e de seus experimentos com a vida. O contato com o objeto e as possibilidades ilimitadas que ele propõe, estimulam as habilidades da criança, como memória, raciocínio, organização e a vivência das emoções.
                É na brincadeira que a criança se solta, com atitudes que não ocorrem em  seu dia a dia, demonstrando muitas vezes, comportamentos além de sua idade. Por isso, o brincar desenvolve na criança habilidades que se consolidarão e farão parte de sua vida adulta. Para Vygotsky (1998, p.137), “a essência do brinquedo é a criação de uma nova relação entre o campo do significado e o campo da percepção visual, ou seja, entre situações no pensamento e situações reais.”

                Portanto, o brincar estabelece relações da criança com a aprendizagem, onde suas experiências abastecem as diferentes competências com as quais ela chega à escola. Desta forma, a bagagem lúdica da criança deve ser contemporizada nas atividades escolares para que ela seja capaz de expressar sua identidade.
A socialização através de brincadeiras

REFERÊNCIAS:
 
Acervo Fotográfico da EMEF Albino Dias de Melo

VYGOTSKY, L. S. A fomação social da mente. 6ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.