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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Fotografia: registro e memória

O que é fotografia? Qual sua importância para o registro da história? Nas palavras de Pinto e Turazzi(2012, p.97):

Fotografar significa “escrever (grafar) com luz (foto)[...]Como o registro fotográfico se processa  com intermediação de uma máquina, considera-se a fotografia uma imagem técnica(por oposição ao desenho , à pintura etc.) e também uma imagem múltipla, pois de uma matriz foto-grafada realiza-se um número praticamente infinito de exemplares idênticos ou semelhantes.(Pinto; Turazzi, 2012, p. 97)

Desta forma, a fotografia pode compor o conhecimento histórico, sendo que toda fotografia é uma imagem visual que pode ativar a memória, pois é um registro de espaço e tempo, que contém uma história retratada naquele momento. Quando organizamos as fotografias para representar nossas memórias, as escolhas dependerão do significado que queremos dar a elas.

Organizar uma memória através de fotos é um processo de aprendizagem por conter registros visuais que nos remetem ao passado. Desta forma, também há possibilidade de manipulação quando organizamos as fotografias seguindo uma intencionalidade, que pode ser, inclusive, nossa memória afetiva.

Portanto, a fotografia promove um “recorte” da imagem, retrata um momento histórico, uma situação corriqueira, um momento qualquer, não importa. Nela estarão refletidas imagens que para alguém teve algum significado e por si só já representa sua importância como imagem de seu tempo.


REFERÊNCIAS:

PINTO, J. P.; TURAZZI, M. I. Ensino de história: diálogos com a literatura e a fotografia. São Paulo: Moderna, 2012.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016




A HISTÓRIA DE CADA UM

Capa do disco de Almir Sater de 1992



“[...]
Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a chega
E no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser Feliz
[...]”





Como fala a música de Almir Sater e Renato Teixeira, Tocando em frente, cada um de nós compõe a sua história, que é construída ao longo da vida, com experiências boas e ruins que vivenciou, amigos e família com quem dividiu ou divide seu cotidiano, os lugares que visitou, ruas que morou, o trabalho que desenvolve, a forma como pratica a sua cidadania...

Por meio da história de vida de cada um, podemos conhecer seus valores, suas crenças, seus costumes e através deles saber suas referências culturais. Nosso país tem grande diversidade étnica e cultural, e conhecendo a história das pessoas, podemos cada vez mais valorizar e respeitar as diferenças, pois toda história tem valor.

Assim, este povo que fazemos parte, com toda a riqueza de sua cultura, é o protagonista da construção da história do país, do estado, ou município. Um povo que constrói e que pode refazer sua história, mas jamais apagar as lutas e as tradições que cultuam a natureza humana.

Portanto, todos nós produzimos história e somos capazes de transformar nossa realidade. A partir do momento que nos reconhecemos como sujeitos sociais, com autonomia de quem sabe o que quer, alicerçamos nossa democracia e constituímos um povo cidadão.


REFERÊNCIAS:

SATER, Almir;TEIXEIRA, Renato. Tocando em frente.
Em: Almir Sater. Almir Sater ao vivo. Columbia, Sony Music, 1992.Faixa 2.

https://http2.mlstatic.com/383-mcd-cd-1992-almir-sater-ao-vivo-sertanejo-D_NQ_NP_20926-MLB20200965610_112014-F.jpg (Imagem)

domingo, 27 de novembro de 2016

HISTÓRIA ALÉM DOS LIVROS
A didática é uma forma de o professor encontrar um caminho para tornar o conteúdo mais interessante, relevante e envolvente para o aluno. Na disciplina de história, muitas vezes esta tarefa é mais difícil, pois o ensino da história vai além do ambiente escolar.  O professor precisa ser o elo mediador entre o conteúdo e a construção no aluno de uma consciência histórica, ilustrada pelas vivências dos alunos, sua visão de tempo e de mundo.
No sistema tradicional de ensino, a didática tinha outro enfoque. Ela orientava o trabalho do professor de forma sistematizada e técnica. Hoje a didática pode ser uma aliada, onde o professor, com uma postura mais reflexiva, permite uma maior interação na relação com seu aluno. Por outro lado, a situação didática é diversificada, proporcionando ações conjuntas de análise, tornando o conteúdo mais dinâmico. Nas palavras de Libâneo (2002, p.6):

Essa forma de compreender o ensino é muito diferente do que simplesmente passar a matéria ao aluno. É diferente, também, de dar atividades aos alunos para que fiquem “ocupados” ou aprendam fazendo, O processo de ensino é um constante vai-e-vem entre conteúdos e problemas que são colocados e a percepção ativa e o raciocínio dos alunos. É isto que caracteriza a dinâmica da situação didática, numa perspectiva sócio-construtivista. (LIBÂNEO, 2002, p.6)

Assim, ensinar história de forma a garantir a construção do conhecimento pelo aluno vai além do livro didático, do texto informativo. O aluno precisa estabelecer relações, relacionar fatos, planejar estratégias e analisar eventos para que o entendimento histórico-cultural seja solidificado e significativo.


REFERÊNCIAS:
https://www3.fmb.unesp.br/emv/pluginfile.php/24531/mod_resource/content/1/Lib%C3%A2neo%20-%20Livro%20Didatica.pdf

sábado, 22 de outubro de 2016



ENSINO e PESQUISA

É inquestionável a contribuição do ensino e da pesquisa no processo de aprendizagem em todos os campos de estudos, sobretudo na contemporaneidade, onde grande parte do conhecimento é construída a partir das experiências vivenciadas em ambiente escolar. Assim, o êxito nos resultados a serem alcançados neste período se relaciona diretamente com o trabalho desenvolvido no decorrer da trajetória de estudos.
Nas práticas escolares o ensino e a pesquisa, envolvem teoria e prática. A partir da união destes processos, a formação da consciência histórica dos alunos se solidifica. O professor como mediador deste processo deve atuar promovendo meios que possibilite aos alunos o desenvolvimento e a solidificação de conceitos, para que sejam capazes de relacionar o conteúdo trabalhado com seus cotidianos e com suas vivências sociais, explorando sua memória e a cultura em que está inserido. Nas palavras de Brodbeck (2009):

Para que os alunos desenvolvam atitudes críticas e investigativas, é importante que o professor crie situações de aprendizagem em que eles sejam capazes de se interessar e demonstrar curiosidade pelo mundo social e natural, formulando perguntas, imaginando soluções para compreendê-lo, buscando informações e confrontando ideias. (BRODBECK, 2009, p. 21)

            Desta forma, o professor com este perfil, ao desenvolver o ensino de história, instiga os alunos a um pensar de agente histórico, desenvolvendo interações que permitam ao aluno a relação com seu mundo social, construindo sua cidadania e aprendizagem significativa.


REFERÊNCIAS:

BRODBECK, Marta de Souza Lima. O ensino de História: um processo de construção permanente. Curitiba: Módulo Editora, 2009.

sábado, 1 de outubro de 2016


GEOGRAFIA: CONSTRUINDO IDENTIDADES SOCIAIS

A geografia escolar é o primeiro contato formal com a ideia de localização, espaço, cartografia etc. É importante que este contato seja construído de forma reflexiva  e significativa. O fazer pedagógico da geografia demanda criatividade e planejamento, partindo da identidade social do aluno, seu lugar no mundo, suas dúvidas e questionamentos. Nas palavras de Castrogiovanni; Costella (2015):
               
Utilizar de questionamentos que instiguem a curiosidade dos alunos, contribuindo para a construção do saber da ciência geográfica. Os questionamentos são formas de alfabetizar, são colocações diferenciadas dos conteúdos estruturadas por caminhos diferentes, são os alunos colocados em situações diferentes, que os desequilibrará, levando com isso, a situações de aprendizagem. (CASTROGIOVANNI; COSTELLA, 2015)                               

Desta forma, trabalhando a partir das incertezas e curiosidades dos alunos, a geografia se torna  mais concreta. O aluno é capaz de reconhecer seu lugar de pertencimento como parte de um todo, de um território, sendo capaz de  delimitar o espaço  em que convive para, a partir de sua realidade social, se localizar no mundo.

Então, a observação, a pesquisa, o trabalho de campo, a análise cartográfica  trazem para os estudos geográficos, o entendimento necessário para que o aluno passe a compreender as interações oportunizadas pelo espaço em que vive. É o momento da construção da identidade geográfica, onde cultura, espaço e realidade compõem conhecimentos que consistem na cidadania.


REFERÊNCIAS: