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quarta-feira, 18 de novembro de 2015



Criança e Adulto, todos cidadãos

Podemos aprender com as crianças, dando voz a elas. As crianças são vistas como seres inacabados, incompletos com potencial que só se completará quando ficarem adultas.
Quando as crianças forem realmente enxergadas como essencialmente são, participaremos do seu mundo rico de ideias e mantendo uma convivência inspiradora.
A diferença entre adultos e crianças foi estudada e discutida ao longo dos séculos, onde as características de criança, como fragilidade física e moral, geraram atitudes de isolamento e ignorância.
Quando a infância deixou de ser vista como o “tempo de passagem”, mas como parte da estrutura de sociedade, no final do século XX, um novo olhar foi direcionado a esta etapa. A criança começou a ser ouvida, e questões que afetam seu desenvolvimento e seus direitos, começaram a ser discutidas pela sociedade e pela escola.
A escola é o elo da criança com o seu saber no mundo. A escola precisa reconhecer na criança um cidadão, membro de um grupo, com ideias que precisam ser ouvidas, consideradas e questionadas.

Então, o que afinal podemos aprender com as crianças? Podemos aprender a caminhar juntos, valorizar as pequenas descobertas, e o valor vital do tempo.

sábado, 7 de novembro de 2015

LITERATURA  E REFLEXÃO


A literatura infantil é um  excelente material de apoio para o professor em sala de aula. Quando o tema abordado se trata das diferenças, por exemplo, os livros infantis são instrumentos valiosos de reflexão, pois através de suas histórias, ao mesmo tempo que transportam as crianças para o mundo lúdico, do imaginário, tem também a função de, através do enredo e seus exemplos, fazer os leitores refletirem sobre a tolerância, em relação às diferenças entre todos os seres humanos.

O professor tem vasto  horizonte a ser explorado, pois a literatura tem um alcance  profundo na nossa percepção, e os personagens das histórias tornam-se exemplos a serem analisados e debatidos com os leitores, estimulando seu pensamento crítico e imaginação.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Liquidez  na Modernidade

O que seria  Modernidade Líquida? O termo é usado pelo autor Zygmunt Bauman para explicar as características da pós-modernidade, onde as relações podem se desfazer a qualquer momento, devido à constante insatisfação do ser humano.
O pós-modernismo é uma época de individualismo, apesar das informações serem difundidas, a superficialidade impera. O ser humano está em constante transformação, procurando  ficar  sempre a frente de si mesmo para acompanhar a rapidez dos acontecimentos, o que muitas vezes o torna indiferente diante da grande gama de informações.
É uma cultura de descontinuidade em contraponto com a época anterior onde  os referenciais eram fixos e imutáveis.
O novo mundo nos traz a incerteza do futuro. A sociedade em constante mudança sofre influência do imediatismo, onde tudo é efêmero, prevalecendo relações e bens descartáveis.

Zygmunt Bauman




“Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que as afligem.”


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Mídia : bombardeando as infâncias

No dia  a dia das crianças elas são expostas a mensagens nos diversos veículos de comunicação, que chegam a ser um bombardeio de informações, imagens maravilhosas de encantamento e um mundo de possibilidades, com uma linguagem de autoridade  como se a criança devesse consumir  o que lhe é mostrado para satisfazer suas necessidades.
            Anúncios como de produtos que tiram a criança da apatia, como se o consumo do produto fosse o suficiente para ter estímulo e energia. Outro exemplo é a imensa exposição dos personagens da Disney “As princesas” em todos os veículos de comunicação, assim como em materiais escolares, revistas, livros de pintura etc. A imagem das princesas leva a criança a pensar que a vida é um conto de fadas, que são inatingíveis e que  a felicidade plena é possível.
            Não é possível proibir a vinculação dos anúncios, mas cabe a família discutir este assunto com as crianças mostrando que a felicidade e a satisfação não estão vinculadas a compra de um brinquedo, um produto anunciado com uma situação de extrema felicidade. Não podemos criar uma criança em uma redoma, mas é preciso prepará-la para fazer boas escolhas.

A  família, a escola e a sociedade em geral precisam debater este assunto com  informações, pesquisas, estudos que orientem o caminho a seguir desenvolvendo nas crianças o senso crítico, para tornarem-se adolescentes e adultos conscientes...