sábado, 23 de junho de 2018


O QUE É AVALIAR?

A avaliação faz parte do processo educativo, pois é, indiscutivelmente, uma preocupação constante para educandos e educadores onde, muitas vezes, se torna um instrumento de poder e exclusão na rotina escolar. Neste sentido, uma nova visão precisa ser dada à avaliação.

Para que seja significativo o processo de avaliação, é importante que se fuja dos rótulos que consideram os momentos de avaliação como os mais importantes do processo de aprendizagem. Nesta visão reducionista, o professor torna sua avaliação classificatória, pois dá destaque ao desempenho cognitivo do aluno conforme os resultados de provas ou testes. Desta forma, o processo avaliativo não é contínuo, não é diagnóstico, pois se restringe a momentos pré-determinados pelo professor. Segundo Luckesi (1990, p.52):

“A avaliação não pode ser utilizada só em função classificatória, mas como instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno, tendo em vista tomar decisões suficientes e satisfatórias para que ele possa avançar no seu processo de aprendizagem.” (LUCKESI,1990, p.52)

Se considerarmos a avaliação um processo de diagnóstico, não é necessário abandonar instrumentos de verificação de aprendizagem, pois ele são indicadores do processo de aprendizagem e da própria atuação do professor. No entanto, é preciso cuidar para que provas e testes não sejam meros instrumentos quantificáveis usados como moeda de troca ou de pressão para obter resultados com os alunos.

Assim, quando o professor acredita em uma avaliação mediadora, ele se distancia da visão unilateral de que a avaliação é apenas para constatar e corrigir e não refletir e formar. Então, o professor amplia seus conhecimentos sobre o aluno, trabalha as dificuldades e reflete sobre sua prática. Também, de forma ética, toma consciência do seu papel no processo de desenvolvimento de seus alunos, assumindo seu papel de mediador na formação do educando.

REFERÊNCIAS:

LUCKESI, C. C. Prática escolar do erro como fonte de castigo ao erro como fonte de virtude. São Paulo: Cortez, 1990.


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