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| TEMA GERADOR |
Falar em tema gerador é
falar em construção coletiva, participação e troca de saberes. Mas como é
trabalhar com temas geradores? O trabalho em sala de aula precisa se basear no
respeito a cultura do educando, seus conhecimentos prévios e sua história de
vida. Paulo Freire foi o precursor no ensino dos temas geradores, que aplicou a
sua pedagogia na Educação para Jovens e adultos, onde sua metodologia de
trabalho de baseava em uma aprendizagem integral e crítica. Sobre a busca de temática
significativa nos temas geradores, se destaca na fala de Paulo Freire (1993,
p.87):
Essa
investigação implica, necessariamente, uma metodologia que não pode contradizer
a dialogicidade da educação libertadora. Daí que seja igualmente dialógica. Daí
que, conscientizadora também, proporcione ao mesmo tempo a apreensão dos ‘temas
geradores’ e a tomada de consciência dos indivíduos em torno dos mesmos”
(FREIRE, 1993, p. 87).
Os conteúdos são as bases
para os temas geradores, de onde advém assuntos que geram dúvidas, debates e
investigação onde novos conhecimentos são construídos dando mais significado à
aprendizagem. Abordar temas relevantes para os alunos, não só os auxilia no
desenvolvimento de novos saberes, mas também os prepara para ler o mundo o que
os torna pessoas com uma visão crítica e dialógica sobre a realidade.
Os temas geradores tem
etapas a serem seguidas. A primeira é a investigação. O professor fará o
levantamento junto a sua turma dos temas relevantes a serem trabalhados, de
forma que possibilitem o desenvolvimento da formação crítica e significativa
dos alunos. A tematização é o segundo passo, onde o tema será debatido,
pesquisado e decodificado pelos alunos. Para concluir o trabalho, o caráter
problematizador é o caminho. Os alunos, nesta etapa, encontrarão relações entre
a teoria e a prática, percebendo o quanto é importante que se estude um assunto
para poder compreendê-lo.
Desta forma, o tema gerador
terá sua função cumprida, levando os alunos pelos caminhos da reflexão crítica,
da interação com o meio e sua contextualização pois através da compreensão do
seu cotidiano, ressignificar a sua aprendizagem se torna um caminho natural e
formativo.
REFERÊNCIAS:
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra,
1993.
GADOTTI, M. Convite à leitura de Paulo Freire. 2. ed. São
Paulo: Scipione, 1991.

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