sábado, 16 de junho de 2018

TEMA GERADOR

Falar em tema gerador é falar em construção coletiva, participação e troca de saberes. Mas como é trabalhar com temas geradores? O trabalho em sala de aula precisa se basear no respeito a cultura do educando, seus conhecimentos prévios e sua história de vida. Paulo Freire foi o precursor no ensino dos temas geradores, que aplicou a sua pedagogia na Educação para Jovens e adultos, onde sua metodologia de trabalho de baseava em uma aprendizagem integral e crítica. Sobre a busca de temática significativa nos temas geradores, se destaca na fala de Paulo Freire (1993, p.87):

Essa investigação implica, necessariamente, uma metodologia que não pode contradizer a dialogicidade da educação libertadora. Daí que seja igualmente dialógica. Daí que, conscientizadora também, proporcione ao mesmo tempo a apreensão dos ‘temas geradores’ e a tomada de consciência dos indivíduos em torno dos mesmos” (FREIRE, 1993, p. 87).

Os conteúdos são as bases para os temas geradores, de onde advém assuntos que geram dúvidas, debates e investigação onde novos conhecimentos são construídos dando mais significado à aprendizagem. Abordar temas relevantes para os alunos, não só os auxilia no desenvolvimento de novos saberes, mas também os prepara para ler o mundo o que os torna pessoas com uma visão crítica e dialógica sobre a realidade.

Os temas geradores tem etapas a serem seguidas. A primeira é a investigação. O professor fará o levantamento junto a sua turma dos temas relevantes a serem trabalhados, de forma que possibilitem o desenvolvimento da formação crítica e significativa dos alunos. A tematização é o segundo passo, onde o tema será debatido, pesquisado e decodificado pelos alunos. Para concluir o trabalho, o caráter problematizador é o caminho. Os alunos, nesta etapa, encontrarão relações entre a teoria e a prática, percebendo o quanto é importante que se estude um assunto para poder compreendê-lo.

Desta forma, o tema gerador terá sua função cumprida, levando os alunos pelos caminhos da reflexão crítica, da interação com o meio e sua contextualização pois através da compreensão do seu cotidiano, ressignificar a sua aprendizagem se torna um caminho natural e formativo.

REFERÊNCIAS:

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1993.

GADOTTI, M. Convite à leitura de Paulo Freire. 2. ed. São Paulo: Scipione, 1991.


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