O afeto também ensina
Desenvolver uma prática pedagógica
pautada no respeito e no estabelecimento de limites é a base para construir uma
relação de ensino e aprendizagem produtiva e satisfatória. Refletir sobre minha
prática tem sido um dos meus objetivos ao longo do curso. Um dos pontos que
destaco em minha trajetória no PEAD é ter me aprofundado nos estudos de uma
aprendizagem que tem como base um processo contínuo de socialização, construção
e afeto.
Várias impressões e ideias sobre a
importância do afeto no desenvolvimento das relações de construção do
conhecimento foram desenvolvidas por mim ao longo do curso de Pedagogia. Uma
delas, em especial, está na postagem Afeto
e relações humanas
onde destaco minha aprendizagem a partir da conscientização da importância do
afeto nas relações que construímos com nossos alunos.
Essa aprendizagem, posso
dizer, foi um divisor de águas em minha prática, principalmente por marcar uma
mudança de postura quanto aos aspectos sociais em minhas aulas. Minha formação
e minha prática ao longo do curso cada vez mais me levaram a perceber que
precisamos desenvolver práticas educativas significativas que envolvam nossos
alunos e possibilite a eles e a nós professores uma troca de ideias que levem
nossos alunos a pensar além da sala de aula, a pensar o mundo, a construir
valores reais e positivos.
A prática bancária, sem
mediação e sem considerar o aluno como um ser social e afetivo, não pode mais
fazer parte de nosso cotidiano como professor. Nas palavras de Freire (1996, p.90):
É
preciso, por outro lado, reinsistir em que não se pense que a prática educativa
vivida com afetividade e alegria, prescinda da formação científica séria e da
clareza política dos educadores ou educadoras. A prática educativa é tudo isso:
afetividade, alegria, capacidade científica, domínio técnico a serviço da
mudança ou, lamentavelmente, da permanência do hoje. (FREIRE, 1996, p. 90).
No entanto, neste meu
processo de mudança, encontrar a melhor forma de trabalhar a afetividade com
meus alunos ainda é um desafio para mim. Tenho consciência que um ambiente de
aprendizagem não é só baseado no afeto, pois o comprometimento ético e
profissional precisa fazer parte dele. Precisamos saber mediar nossas
intervenções, que muitas vezes são necessárias para que a aula tenha um
ambiente de respeito e troca.
Portanto, acredito que o
diálogo, com respeito e verdade, é o melhor caminho para que possamos fazer de
nossa prática algo que faça a diferença para nossos alunos. Desta forma, é
essencial que sejamos o fio condutor de relações que fortaleçam o
desenvolvimento cognitivo e social de nossos alunos, estabelecendo a confiança para
que possam se respeitar e respeitar o outro.
REFERÊNCIAS:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da
autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1996.

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