domingo, 19 de julho de 2015



Organizando o tempo

Um grande desafio, com certeza, é organizar o nosso tempo. Mas como estabelecer prioridades e me dedicar ao que realmente é importante.
Neste semestre a primeira dificuldade que encontrei foi me organizar dentro do pouco  tempo que achava que tinha. Construindo a tabela de organização do tempo na interdisciplina do Seminário Integrador foi possível visualizar momentos em que poderia me dedicar aos estudos e parar de encontrar desculpas para não fazê-lo.

Ainda tenho dificuldades, mas estou aprendendo a ter foco, estabelecendo os objetivos que quero atingir.

Corporeidade na Escola

Atividades  para desenvolvimento da expressão corporal - 2ª série
Uma das mais importantes interações do ser humano é feita através da linguagem, tanto corporal como falada. Vivenciar a corporeidade inclui percepção do ambiente, sentindo e vivenciando todo universo de possibilidades que a relação do eu com o outro torna concreta.
A consciência corporal se desenvolve nas crianças aos poucos, ações que eram feitas por reflexo se tornam conscientes, surgindo assim a linguagem e as funções cognitivas que juntamente com toda estrutura corporal se relaciona com o mundo, construindo redes de relações dando suporte para a aprendizagem. 

sexta-feira, 17 de julho de 2015



Ensinamentos de um Mestre



                       Acredito que a   relação entre o ensinar e aprender é a base para se estabelecer um  diálogo educativo, onde professor e aluno aprendem e ensinam.
                Na dinâmica do ensinar, tanto o Professor quanto o aluno precisam estar abertos a mudanças, estabelecendo uma relação de respeito e solidariedade dentro e fora da sala de aula. O desafio e o gosto pelo aprender deve  ser construído no dia a dia, estimulado pelo professor, que organiza um ambiente fecundo para que ocorra esta construção, de forma a interagir no conhecimento  estabelecendo pontes de saber entre as disciplinas.

                Ser professor é ser um eterno aprendente, com alegria, estimulando a reflexão, os questionamentos e dando oportunidade aos alunos de fazerem parte deste processo; é perceber que a  aprendizagem desestrutura, desacomoda para construir novas  relações no sistema ensino e aprendizagem.

quarta-feira, 15 de julho de 2015






Construção do Portfólio de Aprendizagem

Com o desafio do portfólio, pude aprimorar minhas habilidades com novas vivências e possibilidades de crescimento profissional. Na busca de uma prática de qualidade, encontrei nos enfoques dados pelas interdisciplinas do curso, caminhos para construir meus relatos e  um espaço de reflexão dentro de minha profissão.
É necessário que tenhamos um espaço para estimular questionamentos e registros de etapas de observação e de trabalho, onde podemos expor nossas ideias e elaborar uma  avaliação dinâmica do seu  desenvolvimento.

                                    

terça-feira, 14 de julho de 2015





Apresentação Workshop : Noite de Emoção e Aprendizado


Workshop de Apresentação foi a finalização de uma etapa de  desafios que realizei neste semestre, construí novos significados na minha aprendizagem e evolui como profissional, percebi que quanto mais se reflete sobre a realidade mais nos tornamos conscientes das intervenções que precisamos ter para mudá-la.
Nossos encontros e estudos foram marcados por momentos de insegurança e de questionamento, mas também pela autonomia que se efetivou com o respeito dado a nossas ideias e ideais.
Agradeço a todos que contribuíram com a minha evolução profissional e pessoal, aos Professores  e tutoras, em especial a Professora Cíntia e a Tutora Gi pelo apoio neste dia muito especial, onde aprendi muito com minhas colegas que compartilharam suas experiências com o grupo. 

sábado, 4 de julho de 2015


Crescendo com a diversidade

Trabalhar com a diversidade na escola é um desafio,  principalmente porque a escola reflete a sua comunidade escolar, e nela encontramos várias culturas. Em nossa escola, no ano de 2014 realizamos o Projeto Diversidades onde foi trabalhado as diversas etnias que colonizaram nosso país, sua cultura, adaptação e contribuição na realidade brasileira e sua evolução ao longo do tempo.
O objetivo deste trabalho foi mostrar a importância de cada povo, sua identidade, realizar a troca de experiências para promover o enriquecimento cultural de cada um. Também foi, ressignificar a  aprendizagem, fazendo com que os alunos se sintam personagens de sua construção, fazendo parte de um todo, de uma sociedade que os respeita e de uma comunidade que tem seu valor cultural e regional.

Fotos  "Projeto Diversidades" 
Cultura Africana
Cultura Indígena

segunda-feira, 22 de junho de 2015


Reflexões sobre o texto:   “Ações Coletivas e Conhecimento: Outras Pedagogias?”    de Miguel  Arroyo

A segregação cultural impulsionou os movimentos populares, reestruturando grupos que estabeleceram novas formas de pensar se apropriando da cultura acumulada historicamente reorganizando de forma crítica e emancipadora a interiorização do saber, e para além disso estabelecendo um sistema que garanta seu direito à educação e ao conhecimento.
Esta luta se difunde por todas as memórias da sociedade como indígenas, comunidades do campo, militantes, quilombolas, onde em sua cultura seja valorizada sua memória e histórias presenciadas  na organização do currículo e que possam contar com profissionais engajados com sua causa.
As disputas de poder, através dos movimentos sociais, se refletem ao longo da história na construção do saber. O padrão social está associado à apropriação da cultura, classificando a sociedade em segregados do conhecimento e aquele que detém o saber.
O sentido da significatividade das ações coletivas, das lutas, e reivindicações estimulam a contribuição do sujeito social e das reflexões pedagógicas.
A organização das memórias desestabiliza  quem acha que detém o “ poder- saber” mostrando que tem alma e pensamento, não podendo mais serem ocultados e interiorizados desenvolvendo ações coletivas na sociedade onde estão inseridos contestando a pedagogia que não os inclui, mostrando que não existe   a unicidade mas sim a diversidade com função libertadora e educativa.
As políticas e pedagogias precisam destruir pontes por onde só trafeguem  quem se encaixa nas teorias socioeducativas previamente estabelecidas. É preciso que as construções das “pontes” sejam feitas por todos, não só por quem detém o poder, mas também por aqueles que tem outros projetos de sociedade, de relação de poder e de autopensar-se, que apesar de serem considerados excluídos não lutam pela inclusão mas sim pela justiça social e pedagógica.
A escola foi intitulada como aquela que vai nivelar os desiguais para justificar as políticas progressistas, porém o que é a base da  luta é uma construção de equilibração das diferenças que sejam reais e  não impostas  para dar voz  e vez aos “outros” que não existem diante da sociedade. Acima de tudo estão  os direitos humanos que são considerados inexistentes mas que estão presentes sim na cena política, econômica, cultural e pedagógica. Não se pode ignorar as memórias pois elas estão aqui e precisam ter seu espaço, por isso precisa se estabelecer um diálogo onde as experiências se misturem, onde o “outro” e o “nós” possam construir um caminho onde todos são sujeitos. É preciso rever pedagogias que segregam, com mecanismos que destacam a superioridade do “nós”  em detrimento do “outro”, por pedagogias humanizadoras, que formem pensamentos do ponto zero para uma pedagogia que valorize os movimentos sociais , que construa uma aprendizagem ética e solidária.
Os campos do conhecimento precisam aproximar os saberes das consciências populares, tornando as culturas mais visíveis  e pensamento dos “outros” mais real, com ações de sistematização dos conhecimentos produzidos ao longo da história, reconhecendo que estes conhecimentos são produções alternativas de leitura do mundo e  trazer  à luz, valorizando este conhecimento.
Arroyo nos leva a questionar as pedagogias estabelecidas na sociedade, para que possamos valorizar a pedagogia construída pelos  “outros”, os “ fora da lei”, que são segregados culturais e políticos, mas que mesmo assim, tem suas pedagogias construídas na ações coletivas de lutas e resistência social e que vão de encontro a esta pedagogia que empobrece a identidade do coletivo.
A luta pelo direito à terra, à educação, à coletividade se reflete na pedagogia formadora que se fortalece à medida que  estes grupos vão se enraizando na sociedade, nas escolas, universidades, firmando seus territórios, sua identidade que muitas vezes, ao longo da história, foi ignorada.
Uma outra forma de segregação é usada como arma de inferiorização que se baseia na raça, que se estabelece para negros, índios, porém mesmo com todo um sistema com processos brutais de negação novas pedagogias foram construídas quebrando barreiras, valorizando a cultura e a identidade de uma raça, ocupando território e mostrando que se forem ignorados, a dinâmica social será comprometida.
Assim, conforme Arroyo, reflete a busca pela superação e a interlocução é o caminho para a superação dos processos de segregação, e um caminho para o respeito à diversidade e unidade da pedagogia.




Reflexos das Lutas Sociais - "Quadro Operários" - Tarsila do Amaral